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Este Natal... é com a minha família

por *Márcia S.*, em 07.12.18

Sim, este Natal passo todos os minutos com a minha família! E passo a explicar, passei 22 anos da minha vida a estar sempre com os meus pais e irmã quer a noite de dia 24, quer o dia 25, a festejar o Natal. Aos 23 anos vi-me a primeira vez a passar a trabalhar ambos os dias. Por opção, confesso. Confesso que há dois natais atrás na empresa onde estava a trabalhar a abertura e fecho da loja me dava a oportunidade de jantar no dia 24 e almoçar no dia 25 com a família em casa a horas "decentes" e trabalhar nesses dois dias. Sim, há muitos locais abertos nestas alturas tão especiais mas isso são outros 500. Optei por, nesse ano, escolher trabalhar nesses dias e assim ter o ano novo livre. Porquê? Ora, a ideia seria passar o ano novo com a família e conseguir convencer o meu pai a irmos todos ver o fogo no centro do Porto. Não correu bem na altura, pois estive de cama quer o dia 31 quer o dia 1, com uma gripe daquelas... Se foi apenas este o motivo? Claro que não! Tenho pessoas muito importantes para mim que faleceram após essas alturas festivas o que me fez perder um bom bocado o sentido de "família feliz", na altura, nesta época. Meti na cabeça que o trabalhar nessa altura me iria fazer esquecer esse lado menos positivo. Se consegui? Não, de todo! Dei por mim a chorar no trabalho com tudo o que me passava na cabeça de querer estar ao lado dos meus pais e da minha irmã, apesar de conseguir sim estar os momentos mais cruciais dessa data, mas não me foi o suficiente. 

 

Ora bem, o ano passado, já com 24 anos, decidi que teria de ter o Natal em casa com a família! Mas como a sorte é tão minha amiga, ironia das ironias, o meu chefe (da actual empresa onde estou, que por sinal também abre 365 dias por ano) resolveu que o pessoal do meu sector teria de trabalhar metade de cada festa. Trabalhava a véspera de uma das festas e o dia da outra festa. O que me calhou na rifa, mesmo tendo dito que queria passar o Natal em casa e trabalhar o dia 31 e 1? Trabalhei o dia 25 e o dia 31. Se consegui passar a noite de Natal com a minha família? consegui claro! Mas, tive de os abandonar cedo porque tinha de dormir, no dia seguinte o dever de ir trabalhar 12h chamava por mim! Aproveitei um jantar em família para perder um dia inteiro com eles, numa altura que um ano antes tinha sido tão difícil de ultrapassar sem eles. E, desta vez, sem eles por muito mais horas. Confesso que desta vez não chorei, mas porque não tinha tempo nem para pestanejar e deixar a lágrima cair. Porquê que as pessoas teimam em, num dia tão especial como o dia 25 de Dezembro, sair de casa e dar a ganhar a empresas que não deixam os seus funcionários festejar estas épocas em família? Enfim, o ano passado perdi o Natal na sua grande essência. O ano novo? passei com a família porque tive a sorte de o meu pai me ir buscar ao centro da cidade, onde me encontrava a trabalhar, e vir por aí fora para casa comigo. Cheguei a casa 15 minutos antes da chegada de 2018. Se soube bem? extremamente! Mas sabia muito melhor estar com eles, a conviver, a reviver os velhos tempos, destas épocas em anos anteriores.

Este ano consegui passar ambas as festas com eles. Não só vi como ficaram satisfeitos com isso, como eu me sinto muito bem por ao fim de dois anos "fora" nestas alturas, conseguir festejar novamente com eles! E não, não pretendo passar mais sem eles, a não ser quando a vida assim o decidir, quando um dia eu sair de casa e não se consiga conciliar as festas por qualquer motivo. 

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Como sabes que é o amor da tua vida?

por *Márcia S.*, em 01.11.18

Durante toda a adolescência e inicio da vida adulta, questionava como muita gente afirmava ter a seu lado o amor da sua vida. Como sabiam eles que seria assim sempre, que era assim naquele momento? Havia uma certa curiosidade minha se se sentia algo diferente do habitual. Não pedia que fosse acontecer comigo, na altura nem queria de todo isso. Apenas queria satisfazer a minha curiosidade. Saber mesmo a 100% como as pessoas se sentiam para dizer uma coisa com tanta importância. 

Certo dia, fez-se luz na minha mente. Tinha encontrado um ser maravilhoso, que com simples gestos me foi fazendo sorrir (e até hoje sempre foi assim). Gostos tão diferentes e tão iguais ao mesmo tempo. Feitios que, com os seus pontos bons e menos bons, se encaixavam na perfeição um ao outro. É o não passar um momento sem que aquela pessoa passe pela nossa cabeça. É o adormecer a pensar nela, sonhar com ela e acordar com ela já no pensamento. É o saber que apenas um "Amo-te" não chega para demonstrar tudo o que sinto cá dentro há meses e meses! 

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A maquilhagem no trabalho

por *Márcia S.*, em 18.10.18

Já cá tinha referido que não sou super amiga de maquilhagem. Tive a sorte de no mundo do trabalho, até hoje, esse ponto não ser exigido. Usava quem quisesse desde que nada extravagante e nada "de mais". Confesso que para o trabalho acabei sempre (ou quase sempre) por usar, pouco mas usava. Sim, usava até o namorado me conseguir "fazer a cabeca". Convenceu-me completamente a não usar e era o que eu sempre queria ter feito. Acabava por me sentir na "obrigação" de usar algo. 

Ouvir as pessoas que amamos dizerem que gostam de nos ver sem toda aquela "coisa" na cara sabe tão mas tão bem!!

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Amiga das palavras

por *Márcia S.*, em 08.09.18

Desde a adolescência que descobri o gosto que tinha por escrever. Independentemente de alguém ler, ou não, aquilo que ia escrevendo ao longo do tempo. Escrevia e pronto, estava feito. Sempre achei mais simples expressar-me pela escrita. Não precisava de dar justificações do que falava ou simplesmente servia a desculpa do "apeteceu-me". As palavras escritas no papel faziam-me sentir mais solta, mais leve e tranquila. Era como se fosse a minha medicação para aquela ansiedade que sentia na época. 

Foi um gosto que adquiri na altura e continua. Não só continua como me faz gostar de ler o que os outros gostam de escrever. 

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Depois de encontrarmos o amor da nossa vida

por *Márcia S.*, em 20.08.18

Foram algumas as mulheres que conheci, e contra mim falo, que em algum momento das suas vidas disseram não querer ninguém presente na vida delas. Literalmente ficarem para tias. Eu própria o cheguei a pensar e o dizer por diversas vezes. Mas, como sempre, pela boca morre o peixe. Na maioria das vezes, no que toca ao amor neste sentido, a vida é o destino acabam por nos pregar umas quantas partidas. Claramente que me incluo neste grupo que tanto fez para se convencer que estariam extremamente felizes sozinhos e acabou por se apaixonar e amar de tal forma que acaba por ter a certeza que encontrou realmente o amor da sua vida. 

Foram tantas as vezes que frisei não querer casar e até ter filhos, como tantas outras mulheres, mas que após terem a certeza que aquele pode ser ou que é mesmo um amor para a vida toda... Ideias mudadas sem que tivéssemos dado conta de tal sucedido. Como se tudo o que estivesse outrora planeado fosse por água abaixo e realmente já não fizesse sentido algum...

Porque os objectivos mudam quando o encontramos, porque os nossos desejos mudam e os nossos sentidos ficam mais apurados noutros pontos. Na nossa cabeça os objectivos mudam por completo, porque trocamos o "eu" pelo "nós". Porque trocamos o "eu vou" pelo "nós vamos"!

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