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Fugir da palavra relação

por *Márcia S.*, em 06.08.18

Há uns anos e mesmo meses atrás, eu fugia a tudo o que estivesse ligado a ter qualquer tipo de relação. Não só pelo passado, mas também porque achava que seria muito mais feliz se estivesse sozinha em termos amorosos. Na minha cabeça eu não iria encontrar alguém que me fizesse sentir realmente apaixonada, que me fizesse sentir vontade de estar junto ou até mesmo me fizesse sentir saudades ao fim de poucas horas. Não nego ter-me sentido um tanto sozinha, mesmo evitando ao máximo demonstrar isso. Não nego que por diversas vezes sonhe com o homem que gostaria de ter a meu lado, com o homem que eu amava conhecer. Mesmo que no fim me quisesse convencer que estava bem assim, sozinha e "ficar para tia". Até certo ponto, na altura, via aí uma boa forma de estar bem. Por outro lado, acabava por aparecer sempre um lado meu que me queria mostrar o contrário. 

Quando chegou o dia de perceber que realmente eu me tinha apaixonado, que realmente era o tal homem que eu sonhava fazia um bom tempo... Bem, nesse dia eu decidi dar oportunidade ao amor e não deixar fugir aquele que se tornou, até hoje, o meu melhor amigo e o amor da minha vida! Voltaria a dar esta oportunidade hoje, amanhã e sempre!

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Fiquei perdida, e agora?

por *Márcia S.*, em 22.07.18

Há aqueles momentos em que me sinto perdida, sem saber com o que contar ou para que lado me virar. Não é que tenha sido sempre assim a minha vida, mas ultimamente tem acontecido um pouco desta forma. Seja a nível profissional como comigo mesma ou em relação a outra coisa qualquer. Nem sempre é simples para mim colocar as ideias no lugar, no seu devido lugar. Nem sempre é fácil para mim dar o primeiro passo e pensar "é assim que vai ser a partir de agora". 

É nestes momentos que vou percebendo que em certos pontos aquela velha máxima "o tempo ajuda" acaba por fazer um certo sentido. É nestes momentos que acabo por recorrer a quem está a meu lado e que melhor me conhece e tem sempre o melhor conselho do mundo para me dar. 

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Depois dos 20

por *Márcia S.*, em 01.06.18

Após os 18 senti que não tinha mudado grande coisa na minha vida por ter atingido a suposta "idade adulta" que digamos, de "idade adulta" tem muito pouco. Sentia que nada tinha mudado em mim, nos meu objectivos até então, pois eram praticamente os mesmo que tinha até então. Nada se tinha alterado ou modificado, tudo se mantinha um bocadinho mais ou menos dentro dos mesmos padrões anteriores. Não havia muito que tivesse alterado nesse aspecto. No entanto, mudou um pouco a partir dos 20. Após essa idade, quase não dei pelo tempo passar. Os anos voaram, já lá vão 5 anos e parece que foi ontem que me sentia um tanto perdida no mundo. Como se não fizesse parte de lado nenhum. Era como se eu só fosse eu na minha cabeça, ninguém conhecia o meu verdadeiro eu e, na realidade, eu não fazia questão de o demonstrar. Dava-me, posso confessar, um certo gozo que por vezes tentassem perceber quem eu era realmente sem sucesso. Não fazia questão que, fosse quem fosse, soubesse um terço do que eu era ou porque tomava certas atitudes. 

Porém, a partir dos 20's tudo isso mudou. Como se um clique desse na minha mente e já nada me importasse sobre esse assunto. E isso, em parte, mantém-se até hoje. Estou nem aí para que saibam o que sou, quem fui e o que tenciono ser. A partir dessa altura eu não quis saber se a minha forma de ser seria aceite por quem me rodeava. Talvez nessa altura foi quando me tornei de uma forma mais agressiva naquela miúda que não quer saber se aceitam bem ou mal a sua opinião. Acabei por perceber que não vale de nada passar pelo mundo de forma silenciosa. Certamente existe alguém no mundo, nem que uma única alminha, que concorde com algo do que eu penso e digo. Já não me importava se ficariam chocados com a minha forma de ser, nua e crua, pois nada pode pagar o sermos nós próprios com tudo a que temos direito. Ficaria certamente mais preocupada com o peso na consciência se tivesse muitos "amigos" mas que apenas soubessem as minhas falsas opiniões. 

Após os 20 os objectivos começaram a ser mais consistentes, muitos deles continuam a ser os mesmos hoje. Após os 20 fui mudando por diversas vezes a minha opinião sobre mil e uma coisas. Com toda a certeza que posso ter dado uma volta muito grande na minha vida, mas não parei no mesmo ponto em que me encontrava antes dos 20's. 

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E quando vem a paixão?

por *Márcia S.*, em 14.05.18

Já me tinha apaixonado antes, coisa de adolescente. Não tão bom como agora, como hoje. Na adolescência vinha mais o frio na barriga e o sonhar alto. Agora... Agora trouxe alguém para perto de mim que fez expandir essa paixão para um amor verdadeiro, para um amor que não sabia que seria capaz de existir. Onde existe paixão mas não só, onde existe amor e pés assentes no chão. E sonhamos, continuo a sonhar mas desta vez não sozinha. Sonho em conjunto, sonho mais alto, com algo mais real. Algo que se pode concretizar e ao mesmo tempo nos faz felizes só de imaginar no amanhã. 

A paixão veio mas não sozinha. Trouxe com ela um amor que nunca pensei ser possível existir para mim. 

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E se... O melhor amigo virar namorado?

por *Márcia S.*, em 24.03.18

Sempre disse que estava e estaria bem sozinha, e na realidade estava extremamente feliz. Muito feliz por sinal, mas a minha vida resumia-se a casa-trabalho e trabalho-casa. Eu vivia para o trabalho e não me sentia mal com isso. Até certo ponto fazia-me sentir viva... Achava eu! Até que ponto conseguimos ser "inocentes"? Até que ponto conseguimos ter umas palas que nos faz ver apenas um sentido na vida? Nunca pensei desta forma na altura, até porque não havia motivos para tal.
Mas, como sempre, faltava-me algo. Faltava-me algo para conseguir dizer "eu estou 100% completa". Não sabia o quê mas não era algo que me preocupasse muito a sério. Um dia, com o seu jeito fechado natural nele, disse-me algo que me fez pensar "ele é o tal e é quem me falta na minha vida para me sentir completa!". Aos poucos fomos ficando inseparáveis. Sem nos apercebermos ao longo de 10 anos de amizade, ou pelo menos sem eu me aperceber, o nosso sentimento e a nossa ligação cresceram de uma forma tão natural e ao mesmo tempo tão inexplicável que podemos afirmar ser a parte que faltava na vida um do outro.

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