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E, faz hoje um ano...

por *Márcia S.*, em 24.12.18

Faz hoje um ano que a minha vida deu uma volta mesmo muito grande! Refiro-me ao meu namorado, quiçá futuro marido, mas que mudou toda a minha vida! Esta história já começou faz 10 anos... 10 anos em que muitos deles não nos falamos, e depois voltamos a falar... Mas, faz hoje exactamente um ano que eu seleccionei as pessoas a quem queria desejar um feliz Natal. Por vezes na correria do trabalho, e com o cansaço à mistura, acaba por ficar tudo para a última da hora. Mas, o ano passado não queria deixar escapar essas pessoas. Ele foi um deles! E desde esse dia que posso garantir que não houve um único dia que não tenha falado cm ele! Não sabia que tudo se iria tornar no que se tornou, mas estou extremamente feliz com o resultado!

Resultou numa relação forte, que nos satisfaz aos dois, que nos deixa super felizes, cúmplices e acima de tudo muito amigos. Sinto que nos completamos em tudo o que já passamos e mesmo no presente!

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Este Natal... é com a minha família

por *Márcia S.*, em 07.12.18

Sim, este Natal passo todos os minutos com a minha família! E passo a explicar, passei 22 anos da minha vida a estar sempre com os meus pais e irmã quer a noite de dia 24, quer o dia 25, a festejar o Natal. Aos 23 anos vi-me a primeira vez a passar a trabalhar ambos os dias. Por opção, confesso. Confesso que há dois natais atrás na empresa onde estava a trabalhar a abertura e fecho da loja me dava a oportunidade de jantar no dia 24 e almoçar no dia 25 com a família em casa a horas "decentes" e trabalhar nesses dois dias. Sim, há muitos locais abertos nestas alturas tão especiais mas isso são outros 500. Optei por, nesse ano, escolher trabalhar nesses dias e assim ter o ano novo livre. Porquê? Ora, a ideia seria passar o ano novo com a família e conseguir convencer o meu pai a irmos todos ver o fogo no centro do Porto. Não correu bem na altura, pois estive de cama quer o dia 31 quer o dia 1, com uma gripe daquelas... Se foi apenas este o motivo? Claro que não! Tenho pessoas muito importantes para mim que faleceram após essas alturas festivas o que me fez perder um bom bocado o sentido de "família feliz", na altura, nesta época. Meti na cabeça que o trabalhar nessa altura me iria fazer esquecer esse lado menos positivo. Se consegui? Não, de todo! Dei por mim a chorar no trabalho com tudo o que me passava na cabeça de querer estar ao lado dos meus pais e da minha irmã, apesar de conseguir sim estar os momentos mais cruciais dessa data, mas não me foi o suficiente. 

 

Ora bem, o ano passado, já com 24 anos, decidi que teria de ter o Natal em casa com a família! Mas como a sorte é tão minha amiga, ironia das ironias, o meu chefe (da actual empresa onde estou, que por sinal também abre 365 dias por ano) resolveu que o pessoal do meu sector teria de trabalhar metade de cada festa. Trabalhava a véspera de uma das festas e o dia da outra festa. O que me calhou na rifa, mesmo tendo dito que queria passar o Natal em casa e trabalhar o dia 31 e 1? Trabalhei o dia 25 e o dia 31. Se consegui passar a noite de Natal com a minha família? consegui claro! Mas, tive de os abandonar cedo porque tinha de dormir, no dia seguinte o dever de ir trabalhar 12h chamava por mim! Aproveitei um jantar em família para perder um dia inteiro com eles, numa altura que um ano antes tinha sido tão difícil de ultrapassar sem eles. E, desta vez, sem eles por muito mais horas. Confesso que desta vez não chorei, mas porque não tinha tempo nem para pestanejar e deixar a lágrima cair. Porquê que as pessoas teimam em, num dia tão especial como o dia 25 de Dezembro, sair de casa e dar a ganhar a empresas que não deixam os seus funcionários festejar estas épocas em família? Enfim, o ano passado perdi o Natal na sua grande essência. O ano novo? passei com a família porque tive a sorte de o meu pai me ir buscar ao centro da cidade, onde me encontrava a trabalhar, e vir por aí fora para casa comigo. Cheguei a casa 15 minutos antes da chegada de 2018. Se soube bem? extremamente! Mas sabia muito melhor estar com eles, a conviver, a reviver os velhos tempos, destas épocas em anos anteriores.

Este ano consegui passar ambas as festas com eles. Não só vi como ficaram satisfeitos com isso, como eu me sinto muito bem por ao fim de dois anos "fora" nestas alturas, conseguir festejar novamente com eles! E não, não pretendo passar mais sem eles, a não ser quando a vida assim o decidir, quando um dia eu sair de casa e não se consiga conciliar as festas por qualquer motivo. 

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Dezembro, podes acabar logo??

por *Márcia S.*, em 17.12.17

Não querendo parecer maldosa, este mês (mesmo estando a passar a correr) podia acabar assim muito rápido. Quem trabalha na área da restauração entenderá! O cansaço acaba por ser tão grande que as mínimas coisas já me chateiam. Presentes de Natal? Ainda vão a meio, é... e eu que queria ter no final do mês passado já esse assunto despachado. Parece que, mais uma vez, será tudo na última da hora (coisa que detesto). O corpo acaba por doer só por doer, só porque o mínimo esforço já parece um esforço enorme que parece não acabar. Como se cada dia fosse uma dor nova num local novo, ou uma mais forte no mesmo local. Mas, a boa disposição tem de estar sempre presente até porque... "o cliente não tem culpa". Mas e quando o cliente já é um "cliente habitual", sabe quando fechamos a casa, e mesmo assim chega quando estamos prestes a fechar? Mas, o que importa é que (mesmo cansados) estarmos ali para atender o cliente com o sorriso. Mesmo a morrer de dores, mesmo fartos de tudo, atender sempre bem dispostos e dizendo que sim a tudo. Por isso Dezembro, podes acabar muito rápido??

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