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Um dia acordei...

por *Márcia S.*, em 21.07.18

...num mundo um tanto mais perfeito. Onde tudo fazia mais sentido. Onde me deu mais gosto viver, onde me deu mais gosto lutar por coisas que outrora talvez não fosse pensar. Quando, um dia, encontramos aquela pessoa que faz todo o sentido e mais algum para nós, questionamos se será real. E durante algum tempo questionei diversas vezes se essa seria realmente a realidade. Não só a minha ou só a dele mas a de ambos, em conjunto. Se tudo não passava de um sonho em "modo real". 

E, na verdade? Tudo não passa de um sonho que se tornou real, mas que todos os dias nos faz pensar que estamos a viver um sonho. E, na verdade... é o melhor e maior sonho da minha vida. Quando tudo faz sentido, torna a nossa vida mais simples em diversos aspectos e até nos fazer mudar certos sentidos da nossa vida. 

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Sem voltar atrás, sem olhar para trás

por *Márcia S.*, em 15.07.18

De há uns anos para cá que fui aprendendo que só nos prejudica a nós mesmos olhar para trás, voltar atrás seja no que dizemos ou na nossa vida em geral. Magoa, dói e só nós mesmos acabamos por saber dar o valor aos momentos positivos que tivemos após passar pelo lado mau que não queremos voltar a reviver. Meros segundos nos vão fazendo separar o passado do presente. Se foi feito, se foi dito, de nada vale olhar para trás ou voltar atrás numa tentativa, quase sempre falhada, de remediar a situação. Ao longo dos anos, conforme vamos crescendo, vamos percebendo que isso de nada vale. E quando damos conta, estamos a viver o passado e do passado. Valerá mais viver do que já vivemos ou viver do que garantidamente nos pode dar calafrios (no bom sentido claramente)? 

 

Mentiria se dissesse que me é fácil seguir tudo isso, mas não se perde pelo esforço!

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Convenci-me que a solidão era melhor

por *Márcia S.*, em 08.07.18

A certa altura da minha vida achei que a solidão seria a melhor forma de estar bem comigo mesma e com o mundo. Julguei que seria a melhor forma de eu conseguir exprimir o que sentia. Principalmente porque passava o tempo livre que tinha a escrever. Tinha optado por não manter contacto com ninguém, para mim seria assim menos doloroso do que criar expectativas com pessoas que teimavam em me magoar. Não queria, de forma alguma, voltar a permitir que me magoassem fosse de que forma fosse. Durante alguns anos os meus melhores amigos foram as canetas e os papeis a serem preenchidos com as minhas palavras. Na altura dava para aliviar o que sentia e ainda me fazia sentir um pouco melhor. Palavras cruzadas que no final, 90% delas, foram parar no mesmo lugar... o lixo. Na altura não via isso mas não teria optado pela solução que me iria "curar" a 100%. No final de contas, até certo ponto, a solidão também dói. 

Ao longo dos anos, por força do acaso, acabei por mudar esse meu lado. Não me forço a estar por perto de alguém, mas também não me forcei a ficar na solidão. Dizendo o que me apetece e quando me apetece. Sem medos de sair magoada, sabendo que aconteça o que acontecer eu serei capaz de lutar e superar tudo o que se for colocando no meu caminho. 

Ambos os lados podem ter pontos positivos se soubermos tirar o melhor lado de cada um. Porém, hoje, a solidão assusta-me um bocado. 

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Estar onde somos felizes

por *Márcia S.*, em 20.06.18

Por vezes dou por mim a pensar onde pertenço, onde sou e estou feliz. Afinal, ao longo dos anos estes são pontos que vão sendo alterados. Aos poucos vamos conseguindo, devido a estarmos mais maduros, ter consciência do que somos, onde pertencemos, onde e com quem somos felizes. Ao longo dos anos as nossas respostas vão mudando até que, creio eu, conseguimos ter a consciência de como as coisas funcionam no nosso mundo. Acredito que, até certo ponto, conseguimos a certa altura manter algumas dessas respostas para a nossa vida, para o nosso futuro. Não só por ser uma fase que acreditamos que irá ser para durar algum tempo. Mas talvez o nos tornarmos pessoas mais maduras e querermos algo mais consistente e/ou palpável para o nosso futuro. Talvez isso nos faz ter certezas que enquanto seres imaturos não conseguimos ter. 

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Depois dos 20

por *Márcia S.*, em 01.06.18

Após os 18 senti que não tinha mudado grande coisa na minha vida por ter atingido a suposta "idade adulta" que digamos, de "idade adulta" tem muito pouco. Sentia que nada tinha mudado em mim, nos meu objectivos até então, pois eram praticamente os mesmo que tinha até então. Nada se tinha alterado ou modificado, tudo se mantinha um bocadinho mais ou menos dentro dos mesmos padrões anteriores. Não havia muito que tivesse alterado nesse aspecto. No entanto, mudou um pouco a partir dos 20. Após essa idade, quase não dei pelo tempo passar. Os anos voaram, já lá vão 5 anos e parece que foi ontem que me sentia um tanto perdida no mundo. Como se não fizesse parte de lado nenhum. Era como se eu só fosse eu na minha cabeça, ninguém conhecia o meu verdadeiro eu e, na realidade, eu não fazia questão de o demonstrar. Dava-me, posso confessar, um certo gozo que por vezes tentassem perceber quem eu era realmente sem sucesso. Não fazia questão que, fosse quem fosse, soubesse um terço do que eu era ou porque tomava certas atitudes. 

Porém, a partir dos 20's tudo isso mudou. Como se um clique desse na minha mente e já nada me importasse sobre esse assunto. E isso, em parte, mantém-se até hoje. Estou nem aí para que saibam o que sou, quem fui e o que tenciono ser. A partir dessa altura eu não quis saber se a minha forma de ser seria aceite por quem me rodeava. Talvez nessa altura foi quando me tornei de uma forma mais agressiva naquela miúda que não quer saber se aceitam bem ou mal a sua opinião. Acabei por perceber que não vale de nada passar pelo mundo de forma silenciosa. Certamente existe alguém no mundo, nem que uma única alminha, que concorde com algo do que eu penso e digo. Já não me importava se ficariam chocados com a minha forma de ser, nua e crua, pois nada pode pagar o sermos nós próprios com tudo a que temos direito. Ficaria certamente mais preocupada com o peso na consciência se tivesse muitos "amigos" mas que apenas soubessem as minhas falsas opiniões. 

Após os 20 os objectivos começaram a ser mais consistentes, muitos deles continuam a ser os mesmos hoje. Após os 20 fui mudando por diversas vezes a minha opinião sobre mil e uma coisas. Com toda a certeza que posso ter dado uma volta muito grande na minha vida, mas não parei no mesmo ponto em que me encontrava antes dos 20's. 

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