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Exigir de mim mesma

por *Márcia S.*, em 09.03.18

Há muitos anos atrás, eu sabia que não exigia nada de mim mesma. Porque não tinha motivação para tal, porque talvez não tivesse força de vontade para tal, porque ninguém puxava por mim ou tentava exigir algo a mais de mim, ou até mesmo porque não me apetecia ser exigente comigo mesma. Ao longo dos anos fui percebendo que exigiam algo de mim e eu chegava nas expectativas mínimas das pessoas, não as ultrapassava nunca. Porque a minha exigência para comigo era nula. Era como se tudo que me rodeava, todas as pessoas e o mundo em geral, não fossem interessantes o suficiente para mim para que eu quisesse exigir algo mais de mim para as surpreender. Fui assim até tarde de mais. Houveram raros momentos em que exigi algo de mim, por competição ou por alguma frustração momentânea da adolescência que me tivesse feito agir de alguma forma diferente da "normal". 

A certa altura, há poucos anos atrás, comecei a exigir de mim o que nunca tinha exigido antes. Não me recordo ao certo o que me fez acordar este meu lado que nem eu conhecia. Nunca, em momento algum, eu imaginei que teria algures escondido em mim esta agressividade toda em exigir de mim tudo o que nunca exigi antes. E digo agressividade precisamente por me ter tornado extremamente exigente em quase tudo na minha vida. Ao ponto de saber que o meu corpo não iria aguentar tanto sacrifício e mesmo assim avançar com os meus planos. A certa altura, eu comecei a ser mais reconhecida no que fazia. A certa altura a minha presença começava a ser notada devido a essa exigência que teria comigo mesma nas coisas a que me propunha a realizar. 

A certa altura, eu achei que a exigência que tinha comigo mesma não era suficiente. Achei que já tinha chegado ao meu objectivo, que já conseguia funcionar bem como estava e foi aí que decidi exigir mais. Atingir uns patamares um pouquinho acima dos que já tinha alcançado. Não digo que estou a fazer bem a mim mesma, longe disso! Tem os seus prós e contras, como tudo na vida. Mas se me sinto realizada? Posso dizer com 90% de certeza que sim. 

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Já lá vai o tempo...

por *Márcia S.*, em 22.02.18

Já lá vai o tempo em que conseguia aguentar uma noite mal dormida ou completamente em branco e estar o dia seguinte tranquila e minimamente concentrada no que quer que fosse estar a fazer. Já lá vai o tempo que eu não me importava se dormia pouco ou se não dormia porque na hora de levantar (e digamos que era cedo) eu levantava e estava bem. E mesmo nos tempos em que comecei a trabalhar eu conseguia dormir pouco e ir trabalhar mesmo assim, porém neste ponto eu já notava algum desgaste em mim mesma mas nada que me fizesse não conseguir realizar de forma correcta o que tinha para fazer. 

Hoje, se não dormir bem toda a noite, perco toda a manhã a dormir (vantagem de só começar a trabalhar de tarde). Mesmo colocando o despertador, eu acordo e desligo. Até me posso levantar e tomar o pequeno almoço mas volto a deitar e adormeço até acordar com a sensação de que estou atrasada e a verdade é que calha sempre de estar com o tempo contado mas com tempo para conseguir fazer tudo sem grandes pressas. De qualquer forma, custou, mas acabei por perceber que o meu corpo e a minha mente requerem umas certas horas mínimas de descanso para que eu consiga render durante todo o dia, não só no trabalho como também na minha vida pessoal. 

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E se formos viajar?

por *Márcia S.*, em 16.02.18

Há dias estava a pensar em viagens. Aqueles momentos antes de adormecer, em que acabamos por pensar em coisas aleatórias até o sono chegar e nos faz adormecer. Julgo que devo ter estado mais de uma hora até adormecer a pensar em viagens que gostaria de fazer. Os motivos não eram relevantes, sempre gostei de conhecer o mundo fosse de que forma fosse. E, a ideia não me desagrada de ir descobrindo aos poucos, aproveitando o tempo livre quando assim for oportuno até porque ninguém vai aproveitar por mim. Penso que não era capaz de viver em nenhum deles "para sempre", apenas de visita estaria bom. Não viver pelo simples motivo de gostar de estar fixa em um só local e não me imaginar noutro país sem ser o que me viu nascer.

O Japão é sem dúvida um dos primeiros países que me recordo de ter há vários anos uma paixão especial. É a cultura tão diferente, o estranhar a gastronomia, as pessoas serem tão diferentes do que nós estamos habituados. Algo me encanta mas não sei ao certo o quê. 

Um dos países que ganhei uma vontade enorme de conhecer recentemente é a Tailândia. Fiquei curiosa em visitar precisamente por ver uma Youtuber portuguesa que está por lá neste momento. As paisagens são cativantes e provavelmente por isso me chamou a atenção, além da cultura também ser bastante diferente da nossa. 

Penso que estes sejam os dois que mais me cativam a viajar, apesar de gostar de conhecer alguns mais mas penso que estes são os que me imagino a visitar e desejar voltar mais tarde. 

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As "minhas" séries

por *Márcia S.*, em 11.02.18

Nunca fui rapariga de séries, não sei bem porquê, mas nenhuma me fazia ficar presa na Tv ou Pc a seguir episódios a fio "só porque sim". Há uns anos atrás tive uma colega (nos tempos em que estudava) que me convenceu a ver Sobrenatural! Até gostei, não posso negar, de qualquer forma não tinha começado a ver desde o primeiro episódio e como na altura não tinha grande tempo para ver o que estava para trás, acabei por desistir da série. Quem sabe se, daqui a um tempinho não tenho o meu tempo organizado e consiga ver (e rever) "tudo de uma vez"?

É então que chegamos ao Dr House! E não há grandes motivos para ter começado a ver um episódio ou outro senão o humor utilizado e o tipo de enredo que me cativa. De qualquer forma não é o tipo de série que me faça ficar ali presa a ansiar o próximo episódio. Um episódio hoje, outro daqui a uma semana ou duas (ou quem sabe 3, ou até mesmo 1 mês) é o suficiente para mim. 

E assim se passaram uns longos meses, anos provavelmente, sem eu querer abrir um episódio de uma qualquer série. Até que, o ano passado se fez luz na minha cabeça. Tanto ouvi falar de 13 reasons why, o burburinho foi tão grande, que decidi dar uma oportunidade a encontrar a série da minha vida. Não, também não foi desta que me apaixonei por uma série! Mas, vi todos os episódios lançados. O que achei fica para mais tarde compartilhar. 

Posteriormente aventurei-me, também no ano passado, ao O Exorcista. Esta sim "preencheu-me as medidas" no que pretendia numa série para que me prendesse a ver os episódios do inicio ao fim. Não digo será a melhor série do mundo, até porque ainda estou verdinha nestas andanças de séries, mas aguardo a continuação da série!

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Eu sei que ainda estamos longe do fim

por *Márcia S.*, em 09.02.18

E, por momentos, perdi-me no tempo e dava tudo para que não acabasse mais, para que cada segundo se prolongasse no tempo para sempre. Desde o primeiro momento que soube que estávamos longe do fim, que tudo estava a fazer sentido em acontecer. Nem sempre a vida corre como planeamos, faz-nos partidas ao longo do caminho e só ao fim de algum tempo conseguimos entender o bem que nos fizeram tais partidas. No inicio do ano, já sabia que seria o ano das minhas mudanças, o ano que o destino seria (e tem sido) feliz nas suas escolhas para a minha vida no geral! Tenho a certeza que não me enganei quando me surpreendo a cada dia que passa, pela positiva claramente!

No dia que percebi que o destino realmente estava a "trabalhar" bem, fazendo-me caminhar no sentido mais correcto que poderia haver, fez-me querer lutar mais. Lutar mais por mim, pelo que me rodeia, pelos que me acompanham! E é essa força que aos poucos vai aumentando mais e mais, que me faz acreditar que ainda estamos bem longe do fim. 

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