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Quando a memória resolve falhar

por *Márcia S.*, em 10.02.18

Não é a primeira vez que me dou conta de que a minha memória me vai traindo em coisas do passado. Não é que seja mau, pelo contrário, percebo por mim mesma que esqueci de situações completamente irrelevantes para a minha vida neste momento. Até mesmo para o futuro, não preciso delas. Porém, torna-se frustrante saber que vivi "aquilo" mas não me virem essas imagens ao pensamento. Fico bastante surpreendida com tal situação, pois costumo ter boa memória de quase tudo que se passa pela minha vida, e uma boa memória fotográfica das coisas mais importantes (e outras nem tanto). 

Existem situações de infância que me ocorrem flashes, imagens, o que lhes quiserem chamar, no pensamento.Estas são situações que normalmente acontecem, felizmente, sem eu ter de "puxar muito pela cabeça". 

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Eu sei que ainda estamos longe do fim

por *Márcia S.*, em 09.02.18

E, por momentos, perdi-me no tempo e dava tudo para que não acabasse mais, para que cada segundo se prolongasse no tempo para sempre. Desde o primeiro momento que soube que estávamos longe do fim, que tudo estava a fazer sentido em acontecer. Nem sempre a vida corre como planeamos, faz-nos partidas ao longo do caminho e só ao fim de algum tempo conseguimos entender o bem que nos fizeram tais partidas. No inicio do ano, já sabia que seria o ano das minhas mudanças, o ano que o destino seria (e tem sido) feliz nas suas escolhas para a minha vida no geral! Tenho a certeza que não me enganei quando me surpreendo a cada dia que passa, pela positiva claramente!

No dia que percebi que o destino realmente estava a "trabalhar" bem, fazendo-me caminhar no sentido mais correcto que poderia haver, fez-me querer lutar mais. Lutar mais por mim, pelo que me rodeia, pelos que me acompanham! E é essa força que aos poucos vai aumentando mais e mais, que me faz acreditar que ainda estamos bem longe do fim. 

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A insegurança que tive

por *Márcia S.*, em 24.01.18

Já confessei diversas vezes que fui durante muitos anos uma miúda insegura. Não nego que, em parte, essa insegurança ainda vai estando presente (se bem que muito pouca). De qualquer forma, aos poucos esse assunto deixou de ser Tabu. Deixou de dar arrepios quando falo de inseguranças minhas. Muitas delas ficaram no passado, ao longo do tempo fui aprendendo certas coisas que me fizeram ir perdendo essas mesmas inseguranças. Aprendi que antes de gostar de alguém tenho de gostar de mim, ponto este que já faz parte do meu dia-a-dia há algum tempo. Aprendi a confiar mais em mim, no que penso, no que sinto, na pessoa que sou. Parecendo que não, confiar mais em mim acaba por me tornar aos bocadinhos menos insegura. Por último, aprendi a não demonstrar essa insegurança. De certa forma, não dar a conhecer a quem não for da minha confiança que sou uma pessoa que tem inseguranças nisto ou naquilo. 

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O lado bom de lidar com o público diariamente

por *Márcia S.*, em 16.01.18

Nem tudo é mau quando se trata de lidar com pessoas diariamente no nosso local de trabalho. No meu trabalho, se não estou em erro, temos portugueses e mais 3 nacionalidades. Torna-se bom no sentido de conhecermos um pouco de diversas culturas e partilharmos experiências e nos ajudarmos mutuamente quando atendemos clientes que não são da nossa nacionalidade. Não se trata só da língua mãe ser diferente, com o tempo vamos aprendendo que cada nacionalidade quando pede um certo produto quer que seja servido de uma certa forma (não quer dizer que seja 100% certo mas digamos que é 85%). 

Quando lidamos com todo o tipo de clientes, de todas as nacionalidades, apesar das diversidades tem os seus pontos favoráveis. Por exemplo, em questão das nossas línguas maternas serem diferentes, acabamos por aprender muito mais assim a conviver com as pessoas do que propriamente na escola. Por mim falo, eu em línguas era (e ainda sou, se bem que menos um bocadinho) um zero. Mas ao ouvir tantas vezes aquela língua no nosso dia-a-dia acabamos por fixar algum vocabulário e conseguirmos manter uma conversa, mesmo que básica, noutra língua. Falo principalmente no inglês, francês e espanhol que são as que consigo ouvir mais no meu local de trabalho. De qualquer forma, não desisto de tentar aprender, com os próprios clientes, outras línguas. Sejam elas quais forem, pelo menos o obrigada e um "olá" gosto de saber dizer na língua materna da pessoa que está a ser atendida. Chamem-lhe mania, não importa. Nem sempre estou com disposição para isto, é certo, mas quando estou não tenho qualquer problema em questionar o cliente sobre como se diz isto ou aquilo na sua língua. As vezes que se proporcionou isto, os clientes acabavam a querer ensinar mais qualquer coisa e quererem aprender também a nossa, o que sinceramente é bom... como costumo ouvir dizer... "em Roma sê romano"!

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Rotina a mais

por *Márcia S.*, em 14.01.18

Sinto que até certo ponto e falando no geral, acabamos por ter uma vida rotineira casa-trabalho e trabalho-casa. E mesmo no trabalho, falando pela minha experiência, acaba por ser um autêntica rotina, eu sei o que vou estar a fazer a tal hora, sei prever a hora a que vou sair, já quase que sei dizer minuto a minuto o que a equipa inteira vai fazer naquele dia, em quase todos os dias. Muitas vezes anulando o que queremos, o que nos apetece e nos satisfaz a 100%. Ficamos de tal forma habituado a essa rotina que nos esquecemos de outras coisas igualmente importantes na nossa vida. Os momentos fora do trabalho acabam por ser quase na sua totalidade para descansar e ignoramos tudo o resto. E, aos poucos, vamos pensando no valor de tudo, no que andamos aqui a fazer e talvez mais importante... o que queremos realmente fazer.

Este é um dos pontos que estou/vou tentar alterar ao longo deste ano. Gosto de saber sempre o que vou fazer, mas ter uma rotina fixa deixa-me de tal forma farta que terei de rever outras formas de sair dessa rotina stressante. 

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