Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Convenci-me que a solidão era melhor

por *Márcia S.*, em 08.07.18

A certa altura da minha vida achei que a solidão seria a melhor forma de estar bem comigo mesma e com o mundo. Julguei que seria a melhor forma de eu conseguir exprimir o que sentia. Principalmente porque passava o tempo livre que tinha a escrever. Tinha optado por não manter contacto com ninguém, para mim seria assim menos doloroso do que criar expectativas com pessoas que teimavam em me magoar. Não queria, de forma alguma, voltar a permitir que me magoassem fosse de que forma fosse. Durante alguns anos os meus melhores amigos foram as canetas e os papeis a serem preenchidos com as minhas palavras. Na altura dava para aliviar o que sentia e ainda me fazia sentir um pouco melhor. Palavras cruzadas que no final, 90% delas, foram parar no mesmo lugar... o lixo. Na altura não via isso mas não teria optado pela solução que me iria "curar" a 100%. No final de contas, até certo ponto, a solidão também dói. 

Ao longo dos anos, por força do acaso, acabei por mudar esse meu lado. Não me forço a estar por perto de alguém, mas também não me forcei a ficar na solidão. Dizendo o que me apetece e quando me apetece. Sem medos de sair magoada, sabendo que aconteça o que acontecer eu serei capaz de lutar e superar tudo o que se for colocando no meu caminho. 

Ambos os lados podem ter pontos positivos se soubermos tirar o melhor lado de cada um. Porém, hoje, a solidão assusta-me um bocado. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Somos as consequências das nossas escolhas

por *Márcia S.*, em 25.06.18

Já passei por aquela fase de não me reconhecer quando me olhava no espelho. Foi como morrer por dentro, sentir que não conhecia aquela mulher que me aparecia no espelho. Não a conhecia, éramos perfeitas estranhas a ocupar o mesmo corpo. Não sabia onde teria falhado para me perder assim tanto. Ou, por outro lado, não ser franca comigo mesma e apontar todos os meus erros. Todas as minhas más escolhas. Más escolhas, sim, porque no fundo são elas que nos vão caracterizando mesmo que por meros momentos.

Nesta fase da minha vida sentia-me completamente perdida, completamente desfeita e morta por dentro. O desgaste psicológico já era grande, mas quando tive este "choque" deixei-me perder o controlo de tudo. Ou simplesmente descobri que já fazia muito tempo que eu não era dona da minha vida. Que havia sempre alguém por trás que me fazia não seguir os meus próprios instintos.

O problema nem sempre é chegar a estas conclusões, mas sim conseguir dar a volta por cima e superar todos os erros cometidos até então e perdoar os mesmos. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Estar onde somos felizes

por *Márcia S.*, em 20.06.18

Por vezes dou por mim a pensar onde pertenço, onde sou e estou feliz. Afinal, ao longo dos anos estes são pontos que vão sendo alterados. Aos poucos vamos conseguindo, devido a estarmos mais maduros, ter consciência do que somos, onde pertencemos, onde e com quem somos felizes. Ao longo dos anos as nossas respostas vão mudando até que, creio eu, conseguimos ter a consciência de como as coisas funcionam no nosso mundo. Acredito que, até certo ponto, conseguimos a certa altura manter algumas dessas respostas para a nossa vida, para o nosso futuro. Não só por ser uma fase que acreditamos que irá ser para durar algum tempo. Mas talvez o nos tornarmos pessoas mais maduras e querermos algo mais consistente e/ou palpável para o nosso futuro. Talvez isso nos faz ter certezas que enquanto seres imaturos não conseguimos ter. 

Autoria e outros dados (tags, etc)

Sonhar nesta vida não chega

por *Márcia S.*, em 19.06.18

Conforme fui crescendo fui crescendo fui percebendo que sonhar é bom mas que, por si só, não chega. Os sonhos, por si só, não modem montanhas. Não é suficiente ter sonhos se for para os deixar estar escondidos na gaveta. Não chega sonhar de for para apenas dizer que sonhamos. De que valerá dizer "Eu tenho este sonho" se não formos em busca deles, lutar para os concretizar? Cada vez mais se sonha por sonhar, sem pés nem cabeça.
Por isso, sonhar nesta vida não chega. Não chega se não estivermos dispostos a lutar para os concretizar!

Autoria e outros dados (tags, etc)

Depois dos 20

por *Márcia S.*, em 01.06.18

Após os 18 senti que não tinha mudado grande coisa na minha vida por ter atingido a suposta "idade adulta" que digamos, de "idade adulta" tem muito pouco. Sentia que nada tinha mudado em mim, nos meu objectivos até então, pois eram praticamente os mesmo que tinha até então. Nada se tinha alterado ou modificado, tudo se mantinha um bocadinho mais ou menos dentro dos mesmos padrões anteriores. Não havia muito que tivesse alterado nesse aspecto. No entanto, mudou um pouco a partir dos 20. Após essa idade, quase não dei pelo tempo passar. Os anos voaram, já lá vão 5 anos e parece que foi ontem que me sentia um tanto perdida no mundo. Como se não fizesse parte de lado nenhum. Era como se eu só fosse eu na minha cabeça, ninguém conhecia o meu verdadeiro eu e, na realidade, eu não fazia questão de o demonstrar. Dava-me, posso confessar, um certo gozo que por vezes tentassem perceber quem eu era realmente sem sucesso. Não fazia questão que, fosse quem fosse, soubesse um terço do que eu era ou porque tomava certas atitudes. 

Porém, a partir dos 20's tudo isso mudou. Como se um clique desse na minha mente e já nada me importasse sobre esse assunto. E isso, em parte, mantém-se até hoje. Estou nem aí para que saibam o que sou, quem fui e o que tenciono ser. A partir dessa altura eu não quis saber se a minha forma de ser seria aceite por quem me rodeava. Talvez nessa altura foi quando me tornei de uma forma mais agressiva naquela miúda que não quer saber se aceitam bem ou mal a sua opinião. Acabei por perceber que não vale de nada passar pelo mundo de forma silenciosa. Certamente existe alguém no mundo, nem que uma única alminha, que concorde com algo do que eu penso e digo. Já não me importava se ficariam chocados com a minha forma de ser, nua e crua, pois nada pode pagar o sermos nós próprios com tudo a que temos direito. Ficaria certamente mais preocupada com o peso na consciência se tivesse muitos "amigos" mas que apenas soubessem as minhas falsas opiniões. 

Após os 20 os objectivos começaram a ser mais consistentes, muitos deles continuam a ser os mesmos hoje. Após os 20 fui mudando por diversas vezes a minha opinião sobre mil e uma coisas. Com toda a certeza que posso ter dado uma volta muito grande na minha vida, mas não parei no mesmo ponto em que me encontrava antes dos 20's. 

Autoria e outros dados (tags, etc)



Mais sobre mim

foto do autor


Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Mensagens