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Sair da rotina

por *Márcia S.*, em 18.04.18

Para mim era importante sair da rotina. Sentir que todos os dias não eram iguais. Sempre que pensava no meu futuro idealizava que, pelo menos a nível profissional, não tivesse uma rotina- Não sentir que estaria sempre a fazer o mesmo, que não estaria sempre a ver as mesmas pessoas, a ouvir as mesmas histórias. Isso para mim, é quase tão importante como ter de dormir todas as noites. Penso que é algo que não me deixa tão cansada, que não me deixa stressar tanto com determinadas coisas como mantendo uma rotina igual todos os dias. Talvez porque o ser humano está sempre em busca de algo melhor e diferente do que já possui. Não significa que, todos assim sejam. Pessoalmente, não consigo aguentar muito tempo com uma rotina no trabalho. Conseguir arranjar uma vida fora do trabalho, não respirando apenas trabalho, para mim torna-se mais simples de o conseguir. O ideal é conseguir conciliar o melhor dos dois mundos, algo que não se torna tão possível neste aspecto.

No final de contas, o que é de mais torna-se cansativo. E isso é algo que uma rotina a 100% me pode dar. É tão de mais que eu consigo ter noção do que estarei a fazer a cada hora. Prefiro estar aberta a possibilidades dentro daquele horário. Sem uma rotina a 100% definida, de forma a ter uma vida pessoal mais tranquila.

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A crise dos vinte e tal

por *Márcia S.*, em 13.03.18

Durante a infância e adolescência fui passando por diversas "crises" nomeadamente de quem eu era, o que eu era. E por aí fora, de forma continua. E quando achava que alguma das crises já estava superada, eis que outra me surpreendia em aparecer. E no fundo, não conseguia obter respostas concretas para o que realmente queria. Sempre em busca de respostas que não sabia como obter, em busca de algo que nem eu sabia ao certo o que seria. 

Desta vez, já nos meus vinte e tais, as coisas mudam um pouco de figura. As questões com as quais me debatia na adolescência já não habitam na minha mente mas deram lugar a algumas com tanto ou mais peso do que as anteriores (dado a idade na altura, seria um bicho de sete cabeças). Acho que estou naquela altura de questionar se o que faço é ou não o mais correto. Não a nível pessoal mas a nível profissional. Penso ter chegado naquela altura da vida em que me questiono se o caminho que estou a tomar será o que realmente eu quero, se de facto me realiza estar por lá. E, na realidade, eu não posso dizer que não gosto. Estaria a mentir se fosse dizer que não gosto do que estou a fazer, e quer queira ou não, é uma aprendizagem contínua a praticamente todos os níveis. Conheci pessoas que, mesmo que não sejam amigos para a vida, são pessoas que enquanto trabalhamos juntos são aquelas com quem eu quero manter sempre contacto por serem pessoas fantásticas. E sei que algumas delas irei levar comigo por muitos anos. 

Se a vida profissional que estou a ter neste momento é a que mais me realiza? Ainda não descobri isso, não tenho a minha resposta 100% formada sobre isso. E vem daí a minha vontade de encontrar respostas. Sou da opinião que enquanto fazemos as coisas por gosto está tudo "muito bem", mas quando por qualquer motivo se torna um fardo é porque já estamos num beco sem saída. Felizmente não me encontro neste ponto, mas ainda há muitas respostas para descobrir. 

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De regresso ao trabalho

por *Márcia S.*, em 19.02.18
Confesso que no dia em que terminaram as férias e tive de regressar ao trabalho, a primeira coisa que me passou pela cabeça foi que queria mais 15 dias de férias. Passaram a voar, como se nem desse conta disso! Não ia mal disposta, nem tão pouco ia sem energia, mas ia com a sensação de que já não trabalhava há meses e que não ia saber regressar ao ritmo. 

E a primeira semana, após férias, passou e posso dizer que foi bom. Com os seus altos e baixos, com eu a stressar em alguns momentos e querer vir para casa, mas passou. Fui a primeira pessoa do meu turno a gozar férias, e o que tinha para contar era tanto que penso que ainda não falei de tudo. Novidades para serem reveladas, de ambas as partes e no fundo já deu para matar as saudades que tinha. 

 

E agora, posso tirar mais umas férias?! 

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Balanço de 15 dias de férias

por *Márcia S.*, em 13.02.18

E hoje termina efectivamente as minhas férias e amanhã regresso ao trabalho. É certo que senti saudades daquele ritmo, da convivência diária com todos os colegas e superiores. Independentemente de tudo é como se fossemos uma família que luta pelo mesmo objectivo. É que, apesar de todos sermos diferentes e termos as nossas particularidades, cada um dos turnos se identifica uns com os outros de alguma forma que faz com que o trabalho (mesmo tendo uns dias maus, mas isso agora não importa nada) corra bem dentro dos possíveis. Fui visitar os colegas, fui. Mesmo ouvindo o comentário típico dito por quase todos "então voltaste mais cedo? preferes vir cá do que descansar?". Acho que o mais importante é arranjarmos tempo para tudo, especialmente quando gostamos das pessoas que vamos ver! 

De qualquer forma, hoje é o último dia e dá aquele aperto e vem o pensamento de "eu tenho os sonos todos alterados". Mas, mesmo assim, eu sei que renovei energias. Sei que vou trabalhar com outro animo completamente diferente do que trouxe para as férias. Esta foi a primeira vez que vim de férias em que me senti realmente de férias, em que não me preocupei com rigorosamente nada. Horários? só mesmo com coisas marcadas. Mas muito escolhido em cima da hora, apesar de gostar de ter as coisas organizadas com antecedência tenho alturas em que tento evitar isso e marcar tudo em cima da hora. 

Foram estas as férias que eu precisava faz um ano, em que descansei e me diverti tudo na medida certa. Em que mantive relações interpessoais e as melhorei da melhor forma que consegui! No final de tudo, percebi que foi como se tivesse renascido, como se estivesse como nova em folha. Mesmo psicologicamente, foi a primeira vez que consegui descansar a sério. A primeira vez que percebi o quão bem faz estar de pensamento livre, de consciência tranquila em relação a tudo na minha vida. E é tão boa essa sensação!  

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No limiar da indecisão

por *Márcia S.*, em 12.02.18

Já fui a pessoa mais indecisa do mundo, porque não sabia o que queria da vida, porque não sabia viver da forma que estava a viver, porque não sabia o que ia encontrar na outra margem. No meio de tanta indecisão acabei a magoar-me mais uma vez. Acabei a perceber que por mais que se imagine um cenário perfeito, o nosso olhar vai sempre transmitir a realidade dos factos. E foram várias as vezes que me questionaram se estaria bem, mesmo quando sorria para não mostrar o quanto magoado estava o meu coração. No final dei por mim a chorar, pensando que mal teria feito eu para não ter reciprocidade nos meus sentimentos. E é nesse preciso momento que apesar de sentir a necessidade de ter alguém a meu lado, me entreguei de corpo e alma aos meus amigos e ao trabalho. Foi aqui a primeira vez ao fim de tanto tempo que voltei a rever-me na pessoa que (mesmo que sozinha) construi a muito custo. Aquela sem indecisões.

E o trabalho consumiu-me por completo! Eu entreguei-me por completo a esta empresa e isso foi notado por quem me observou de fora. Senti-me bem claro, não é por isso que deixei de me sentir menos completa. Pelo contrário! Foi aí que percebi finalmente o que estava a fazer a mim mesma, e a toda a minha vida principalmente a pessoal. Porque existe vida fora do trabalho e eu respirava e transpirava trabalho por todos os lados. "Onde vou eu encontrar o que me falta, quem me falta, se não dou oportunidade para que isso aconteça?"

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