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E se... O melhor amigo virar namorado?

por *Márcia S.*, em 24.03.18

Sempre disse que estava e estaria bem sozinha, e na realidade estava extremamente feliz. Muito feliz por sinal, mas a minha vida resumia-se a casa-trabalho e trabalho-casa. Eu vivia para o trabalho e não me sentia mal com isso. Até certo ponto fazia-me sentir viva... Achava eu! Até que ponto conseguimos ser "inocentes"? Até que ponto conseguimos ter umas palas que nos faz ver apenas um sentido na vida? Nunca pensei desta forma na altura, até porque não havia motivos para tal.
Mas, como sempre, faltava-me algo. Faltava-me algo para conseguir dizer "eu estou 100% completa". Não sabia o quê mas não era algo que me preocupasse muito a sério. Um dia, com o seu jeito fechado natural nele, disse-me algo que me fez pensar "ele é o tal e é quem me falta na minha vida para me sentir completa!". Aos poucos fomos ficando inseparáveis. Sem nos apercebermos ao longo de 10 anos de amizade, ou pelo menos sem eu me aperceber, o nosso sentimento e a nossa ligação cresceram de uma forma tão natural e ao mesmo tempo tão inexplicável que podemos afirmar ser a parte que faltava na vida um do outro.

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5 sonhos realizados até ao dia de hoje!

por *Márcia S.*, em 18.06.17

Em algum momento da nossa vida acabamos por ter um sonho, seja ele qual for, e que nos deixa felizes (mesmo que por meros momentos). Então, lembrei-me de 5 deles que realizei até ao dia de hoje!

  1. Aprender a amar-me!
  2. Descobrir formas de superar os contratempos
  3. Ter um cão (sim, sempre quis ter um animal que fizesse parte da família e durante muitos anos a minha mãe se recusou, até aceitar que gostava de ter um também)
  4. Perdi um pouco da minha timidez que me acompanhava desde que me conheço
  5. Encontrei o amor, daqueles que se sonha quando somos crianças e achamos que isso não existe!

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Acreditei que a vida é feita de sonhos

por *Márcia S.*, em 08.04.16

Sempre acreditei que a vida seria feita de sonhos. Talvez este fosse um sonho demasiado exagerado, mas achei (até certa altura) que assim era. Apesar de saber que de nada valia sonhar se não fizesse o esforço para os concretizar, posso dizer que sonhei muito, muito mesmo! Um dia sonhei no "felizes para sempre". Mas nem tudo é tão certo, linear e bonito como pensar no amor e uma cabana (será que isso existe ou alguma vez existiu?). Um dia, estive demasiado perto de acreditar que o meu sonho se podia concretizar e que o "amor para sempre" realmente existia. Na verdade até pode existir, mas não naquela situação, não comigo! Um dia acreditei que seria feliz para sempre, que mesmo tendo tristezas teria aquela pessoa sempre do meu lado para me retirar um sorriso e me fazer ver que nem tudo é tão negro como parecia.

Naquela altura, quando tudo era perfeito, dentro da sua imperfeição, eu conseguia acreditar no amor. Acreditar nos sonhos que tive, nos planos que tinha, acima de tudo porque acreditava no sentimento existente de parte a parte. Acreditei que o "felizes para sempre", apesar dos contratempos podia realmente acontecer comigo. Sim, talvez estivesse a fazer "um grande filme" na minha cabeça, sem dar conta disso. Mas era um sonho e eu sempre acreditei que a vida seria feita de sonhos.

Ao fim de algum tempo confirmei que o "felizes para sempre" não existia, pelo menos comigo! Pelo menos naquela altura não seria o lema que poderia trazer até hoje. Não se realizou, não por falta de tentativa. Talvez por exageros ou cansaço, não sei. Agora, hoje, não importa mais. Não voltei a sonhar, pelo menos com o "felizes para sempre". Hoje não sinto falta disso. Agora, no presente, percebi que afinal a felicidade tem de depender de nós, e SÓ de nós. Não esperar que essa felicidade seja entregue por alguém, mas sim que venha complementar a felicidade já existente.

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O sonho voou

por *Márcia S.*, em 23.03.16

Não conheço ninguém que não tenha sonhos, que nunca tenha sonhado, que nunca tenha pensado "este é o meu maior sonho". Penso que sonhos todos temos, mas somos nós que temos de lutar por eles. De que nos serve dizer que o nosso sonho não se realiza se não lutarmos por ele? Nada é por acaso e os sonhos, alguns deles claro, não são mais do que um objectivo (ou meta) a atingir a longo ou curto prazo. Nem sempre temos a motivação suficiente para lutar pelo que realmente queremos. É aí, talvez, que os sonhos acabam por voar, que paramos de sonhar, que deixamos de fazer uma das melhores coisas que podemos fazer sem que nos seja cobrado algo.

Já tive muitos sonhos ao longo dos anos, uns mais realistas do que outros, uns concretizei, outros estou a concretizar aos poucos e ainda existem tantos outros para concretizar, se tiver tempo para tal. Penso que no dia em que deixarmos de sonhar, perdemos um tanto de felicidade.

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"Gosto de ti"

por *Márcia S.*, em 20.08.15

Nunca senti problemas em dizer a alguém "eu gosto de ti". Tenho tanto de directa como de misteriosa e por vezes, quando não existe uma amizade minimamente sólida, prefiro que a pessoa veja por ela mesma a realidade. Já fui consumida pela vergonha de falar e ficar sem reacção quando do lado de lá respondem "eu também", também porque levo comigo o "não" sempre como garantido. Deixei assuntos por resolver no passado, amores e desamores, que hoje sei nunca valerem a pena mas gostava de ter corrido mais atrás. Mas se há coisa que não gosto é de correr atrás, feita cachorra abandonada, quando sei que vou bater de cabeça. Podia ter procurado mais, podia ter insistido, podia ter pedido mais 1001 desculpas em vão, podia dar mais 1001 justificações, podia ter-me feito à estrada e esperar que ele aparecesse. Mas não o fiz. Fui atrás enquanto me senti capaz, enquanto senti que podia de alguma forma refazer tudo do zero, enquanto ainda havia algo que me fazia sorrir e sentir borboletas na barriga, enquanto a raiva não se apoderava de mim, enquanto não existia mais ninguém no caminho. Ou talvez existisse, coisas de sexto sentido. Por mais que eu ame, não rastejo por ninguém, não corro sem ter o mínimo de esperança, sabendo que não me vou meter entre ninguém.
Passei meses a sonhar com o impossível, a acordar e a pesar na pessoa e voltava a dormir. Voltava a dormir porque não queria chegar ao ponto de odiar uma pessoa que me fez tanto bem (mal também, mas a falta de experiência assim o ditou). Não sou de me deixar ficar e, erradamente, magoava quando me sentia magoada, para que sentisse o que estava a fazer. Consigo ser um coração de gelo mas é muito fácil de o derreter, mas uma vez magoado a minha razão fala mais alto.
Deixei passar o tempo, guardando todas as recordações que tinha, com a expectativa que tudo fosse passar. No fundo sabia que não e os meus olhos assim o viram. Apesar de já o saber não deixou de ser uma facada.

Mudei tanto desde então que por vezes não me reconheço! A menina de há 5 anos morreu completamente. É mais fácil tocarem-me lá no fundo, mas conquistar não. A menina que queria tudo, agora não quer nada nem ninguém.

Dizem que solteiros somos infelizes. Desde já digo que sou tão ou mais feliz do que estando com alguém. Não sei o dia de amanhã, pelo que não direi "nunca" (quanto mais depressa digo, mais depressa acontece), mas enquanto dura eu quero ser feliz assim, sem problemas e justificações a dar e a pedir.

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