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Quem fui e o que sou

por *Márcia S.*, em 25.04.18

Quando me comparo com o que fui no meu passado revejo alguns pontos que se mantiveram até hoje (mesmo que pouco alterados) e também alguns pontos que deixaram de existir por completo. Se no passado eu engolia tudo o que ouvia, agora não sou capaz de ouvir e calar sempre que me sinto menos mal com o que vou ouvindo. Hoje consigo engolir o que vou ouvindo, mas com filtros que não existiam antes. Filtros que me fizeram ganhar limites, filtros que me fizeram não aceitar tudo o que me rodeia e nem "ouvir e calar". Nunca, no oassado, imaginei que um dia fosse conseguir chegar a esse ponto.

Deixava-me atingir por tudo o que me diziam. Deixava que me fizessem tudo o que queriam fazer, mesmo sabendo que me estava a destruir a mim mesma. Nunca fui contra isso que foi acontecendo. E a culpa era apenas minha por permitir tal coisa. 

Hoje sou capaz de permitir no caso de sentir que nada altera a pessoa que sou. Que nada altera tudo o que acredito ser e tudo o que conquistei. 

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O dia que quis acabar com tudo

por *Márcia S.*, em 10.04.18

  Há uns, poucos mas longos, anos atrás estava a passar por uma das fases mais difíceis e ao mesmo tempo uma das fases que mais me fez lutar. Lutar por mim, principalmente por mim. Volta e meia passamos por uma fase em que andamos desmotivados com algo, independentemente do que seja. Essa fase já tinha passado fazia muito tempo. Já não era apenas o estar desmotivada, era muito mais que isso. Era o não me sentir útil em lugar algum, era o não conseguir conversar com alguém. Durou demasiado tempo, pareceram anos na minha cabeça. Eu estava desgastada, mais do que algum dia tinha estado ou voltei a estar.

Quis ir para longe, sem rumo, sem nada. Nada me prendia onde estivesse. Nada me fazia querer ficar ou voltar. Não sabia como gerir a situação, sozinha, e a melhor forma parecia-me ser ir embora para longe de tudo o que conhecia.

Não sei onde fui buscar força para batalhar, mas consegui-me aguentar mesmo quando tudo se desmoronava ao meu redor. Foi das experiências que guardei sempre comigo para que, um dia mais tarde, saber que estive pior e consegui dar a volta mesmo que sozinha. 

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E se... O melhor amigo virar namorado?

por *Márcia S.*, em 24.03.18

Sempre disse que estava e estaria bem sozinha, e na realidade estava extremamente feliz. Muito feliz por sinal, mas a minha vida resumia-se a casa-trabalho e trabalho-casa. Eu vivia para o trabalho e não me sentia mal com isso. Até certo ponto fazia-me sentir viva... Achava eu! Até que ponto conseguimos ser "inocentes"? Até que ponto conseguimos ter umas palas que nos faz ver apenas um sentido na vida? Nunca pensei desta forma na altura, até porque não havia motivos para tal.
Mas, como sempre, faltava-me algo. Faltava-me algo para conseguir dizer "eu estou 100% completa". Não sabia o quê mas não era algo que me preocupasse muito a sério. Um dia, com o seu jeito fechado natural nele, disse-me algo que me fez pensar "ele é o tal e é quem me falta na minha vida para me sentir completa!". Aos poucos fomos ficando inseparáveis. Sem nos apercebermos ao longo de 10 anos de amizade, ou pelo menos sem eu me aperceber, o nosso sentimento e a nossa ligação cresceram de uma forma tão natural e ao mesmo tempo tão inexplicável que podemos afirmar ser a parte que faltava na vida um do outro.

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Exigir de mim mesma

por *Márcia S.*, em 09.03.18

Há muitos anos atrás, eu sabia que não exigia nada de mim mesma. Porque não tinha motivação para tal, porque talvez não tivesse força de vontade para tal, porque ninguém puxava por mim ou tentava exigir algo a mais de mim, ou até mesmo porque não me apetecia ser exigente comigo mesma. Ao longo dos anos fui percebendo que exigiam algo de mim e eu chegava nas expectativas mínimas das pessoas, não as ultrapassava nunca. Porque a minha exigência para comigo era nula. Era como se tudo que me rodeava, todas as pessoas e o mundo em geral, não fossem interessantes o suficiente para mim para que eu quisesse exigir algo mais de mim para as surpreender. Fui assim até tarde de mais. Houveram raros momentos em que exigi algo de mim, por competição ou por alguma frustração momentânea da adolescência que me tivesse feito agir de alguma forma diferente da "normal". 

A certa altura, há poucos anos atrás, comecei a exigir de mim o que nunca tinha exigido antes. Não me recordo ao certo o que me fez acordar este meu lado que nem eu conhecia. Nunca, em momento algum, eu imaginei que teria algures escondido em mim esta agressividade toda em exigir de mim tudo o que nunca exigi antes. E digo agressividade precisamente por me ter tornado extremamente exigente em quase tudo na minha vida. Ao ponto de saber que o meu corpo não iria aguentar tanto sacrifício e mesmo assim avançar com os meus planos. A certa altura, eu comecei a ser mais reconhecida no que fazia. A certa altura a minha presença começava a ser notada devido a essa exigência que teria comigo mesma nas coisas a que me propunha a realizar. 

A certa altura, eu achei que a exigência que tinha comigo mesma não era suficiente. Achei que já tinha chegado ao meu objectivo, que já conseguia funcionar bem como estava e foi aí que decidi exigir mais. Atingir uns patamares um pouquinho acima dos que já tinha alcançado. Não digo que estou a fazer bem a mim mesma, longe disso! Tem os seus prós e contras, como tudo na vida. Mas se me sinto realizada? Posso dizer com 90% de certeza que sim. 

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Fugir da palavra relação

por *Márcia S.*, em 14.02.18

Para quem me conhece praticamente a 100% sabe que após a minha primeira relação, ainda na adolescência, jurei a mim mesma não querer mais ninguém. E assim foi durante uns 6 anos aproximadamente. No entanto, ao fim desses anos o meu coração cedeu. E eu não me importei. Já tinha passado a fase da adolescência e achei que seria talvez uma oportunidade que me estavam a dar para ser feliz no que diz respeito ao amor. Como não podia deixar de ser arrependi-me de tal situação. De qualquer forma serviu para eu crescer um pouquinho mais enquanto pessoa. Porque no fundo o mais importante é retirarmos o lado bom de cada situação mesmo sendo mais dramática do que esperávamos. Houve quem me fizesse sorrir sem tão pouco eu pedir ajuda. E é aí que percebemos que temos pessoas maravilhosas do nosso lado!

Eu fugi anos de uma palavra que não queria que fizesse parte do meu vocabulário. Pela segunda vez ela entrou e saiu da minha vida num estalar de dedos. Mas, como disse, tenho pessoas maravilhosas na minha vida que se recusam a desistir de mim. Umas que estão aqui há anos e outras mais recentemente, mas todas elas tem um lugar bastante especial no meu coração. E é aqui que eu percebo finalmente que não quero esta palavra fora da minha vida. Porque não, porque há sempre alguém algures no mundo que nos faz querer mais. Muito mais! Há alguém, algures no mundo, que me faz querer lutar por algo a que chamamos relação. E, desta vez, eu não vou fugir da palavra relação!

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