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Depois dos 20

por *Márcia S.*, em 01.06.18

Após os 18 senti que não tinha mudado grande coisa na minha vida por ter atingido a suposta "idade adulta" que digamos, de "idade adulta" tem muito pouco. Sentia que nada tinha mudado em mim, nos meu objectivos até então, pois eram praticamente os mesmo que tinha até então. Nada se tinha alterado ou modificado, tudo se mantinha um bocadinho mais ou menos dentro dos mesmos padrões anteriores. Não havia muito que tivesse alterado nesse aspecto. No entanto, mudou um pouco a partir dos 20. Após essa idade, quase não dei pelo tempo passar. Os anos voaram, já lá vão 5 anos e parece que foi ontem que me sentia um tanto perdida no mundo. Como se não fizesse parte de lado nenhum. Era como se eu só fosse eu na minha cabeça, ninguém conhecia o meu verdadeiro eu e, na realidade, eu não fazia questão de o demonstrar. Dava-me, posso confessar, um certo gozo que por vezes tentassem perceber quem eu era realmente sem sucesso. Não fazia questão que, fosse quem fosse, soubesse um terço do que eu era ou porque tomava certas atitudes. 

Porém, a partir dos 20's tudo isso mudou. Como se um clique desse na minha mente e já nada me importasse sobre esse assunto. E isso, em parte, mantém-se até hoje. Estou nem aí para que saibam o que sou, quem fui e o que tenciono ser. A partir dessa altura eu não quis saber se a minha forma de ser seria aceite por quem me rodeava. Talvez nessa altura foi quando me tornei de uma forma mais agressiva naquela miúda que não quer saber se aceitam bem ou mal a sua opinião. Acabei por perceber que não vale de nada passar pelo mundo de forma silenciosa. Certamente existe alguém no mundo, nem que uma única alminha, que concorde com algo do que eu penso e digo. Já não me importava se ficariam chocados com a minha forma de ser, nua e crua, pois nada pode pagar o sermos nós próprios com tudo a que temos direito. Ficaria certamente mais preocupada com o peso na consciência se tivesse muitos "amigos" mas que apenas soubessem as minhas falsas opiniões. 

Após os 20 os objectivos começaram a ser mais consistentes, muitos deles continuam a ser os mesmos hoje. Após os 20 fui mudando por diversas vezes a minha opinião sobre mil e uma coisas. Com toda a certeza que posso ter dado uma volta muito grande na minha vida, mas não parei no mesmo ponto em que me encontrava antes dos 20's. 

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E quando vem a paixão?

por *Márcia S.*, em 14.05.18

Já me tinha apaixonado antes, coisa de adolescente. Não tão bom como agora, como hoje. Na adolescência vinha mais o frio na barriga e o sonhar alto. Agora... Agora trouxe alguém para perto de mim que fez expandir essa paixão para um amor verdadeiro, para um amor que não sabia que seria capaz de existir. Onde existe paixão mas não só, onde existe amor e pés assentes no chão. E sonhamos, continuo a sonhar mas desta vez não sozinha. Sonho em conjunto, sonho mais alto, com algo mais real. Algo que se pode concretizar e ao mesmo tempo nos faz felizes só de imaginar no amanhã. 

A paixão veio mas não sozinha. Trouxe com ela um amor que nunca pensei ser possível existir para mim. 

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E se... O melhor amigo virar namorado?

por *Márcia S.*, em 24.03.18

Sempre disse que estava e estaria bem sozinha, e na realidade estava extremamente feliz. Muito feliz por sinal, mas a minha vida resumia-se a casa-trabalho e trabalho-casa. Eu vivia para o trabalho e não me sentia mal com isso. Até certo ponto fazia-me sentir viva... Achava eu! Até que ponto conseguimos ser "inocentes"? Até que ponto conseguimos ter umas palas que nos faz ver apenas um sentido na vida? Nunca pensei desta forma na altura, até porque não havia motivos para tal.
Mas, como sempre, faltava-me algo. Faltava-me algo para conseguir dizer "eu estou 100% completa". Não sabia o quê mas não era algo que me preocupasse muito a sério. Um dia, com o seu jeito fechado natural nele, disse-me algo que me fez pensar "ele é o tal e é quem me falta na minha vida para me sentir completa!". Aos poucos fomos ficando inseparáveis. Sem nos apercebermos ao longo de 10 anos de amizade, ou pelo menos sem eu me aperceber, o nosso sentimento e a nossa ligação cresceram de uma forma tão natural e ao mesmo tempo tão inexplicável que podemos afirmar ser a parte que faltava na vida um do outro.

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Quando a memória resolve falhar

por *Márcia S.*, em 10.02.18

Não é a primeira vez que me dou conta de que a minha memória me vai traindo em coisas do passado. Não é que seja mau, pelo contrário, percebo por mim mesma que esqueci de situações completamente irrelevantes para a minha vida neste momento. Até mesmo para o futuro, não preciso delas. Porém, torna-se frustrante saber que vivi "aquilo" mas não me virem essas imagens ao pensamento. Fico bastante surpreendida com tal situação, pois costumo ter boa memória de quase tudo que se passa pela minha vida, e uma boa memória fotográfica das coisas mais importantes (e outras nem tanto). 

Existem situações de infância que me ocorrem flashes, imagens, o que lhes quiserem chamar, no pensamento.Estas são situações que normalmente acontecem, felizmente, sem eu ter de "puxar muito pela cabeça". 

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2018 vai ser o ano...

por *Márcia S.*, em 08.01.18

Há uns dias atrás estava a conversar com um colega de trabalho num momento mais "relaxado" de ambos. Estavamos a conversar de coisas aleatórias, tanto de trabalho como coisas da vida pessoal de ambos. Faz parte de mim, quer eu esteja bem ou mal e gostando muito ou pouco das pessoas, se as vir um tanto em baixo entro em modo palhaça. Confesso que por vezes me esqueço que estou no trabalho, por ser um dia extremamente calmo, e só digo porcaria para o pessoal se ir rindo. A meio da conversa deu para reparar que a pessoa em questão não se encontrava a 100%, conhecendo o básico dela dava para notar que estava um tanto em baixo ou desanimada com algo. No meio de gargalhadas, conversas e desabafos, acabei por dizer que achava que 2018 seria o ano, o meu ano, aquele ano em que sentimos que será agora que teremos força para tudo e mais alguma coisa. E a realidade é que sinto mesmo isso. A quase todos os níveis! É algo que nunca senti em nenhum ano anterior desde que me conheço. É como se, na virada do ano eu me sentisse mais capaz de tudo do que antes, mais capaz de lutar, mais capaz de sorrir, mais capaz de fazer tudo e dar tudo de mim. Talvez, quem sabe, mais capaz de lutar por algo que sempre sonhei e fui adiando dia após dia...ano após ano. 

Não sei explicar ao certo o que vai cá dentro, mas tenho estado extremamente feliz. Sem as mudanças de humor repentinas com que andava nos últimos tempos, sem o cansaço estúpido com que andei no mês de Dezembro. Já não me recordo da última vez que me senti desta forma, mas acho algo de maravilhoso. É como se tudo o que me vai dando motivos para ir abaixo fosse começando a ser um tanto "irrelevante", não sei se terá sido a forma como vejo as coisas que foram mudando aos poucos ou se, como por magia, a minha mente mudou sem eu dar conta disso. 

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