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Do passado ao presente

por *Márcia S.*, em 11.03.18

São poucas as amizades que tenho de há muitos anos atrás. Pessoas que eu conheço com mais de 5 anos, salvo erro, não passam de conhecidas ou colegas. Porque amigos mesmo presentes em tudo na minha vida, eu conto pelos dedos de uma mão. No entanto há pessoas que nunca desistem de nós e mesmo passando uma década reencontram-nos e tudo se torna maravilhoso. Alguém do meu passado resolveu surpreender-me de uma forma que eu nunca imaginei. Sempre que tive reencontros eram estranhos, no entanto, não foi o caso desta vez. Esta pessoa tornou-se no meu melhor amigo! Ao fim de uma década de nos conhecermos, estivemos afastados uns anos, e o reencontro foi tão maravilhoso que por vezes me faltam palavras para descrever tudo o que aconteceu.

A base da amizade já estava criada algures, mas fomos reconstruindo tudo de novo. Do nada, eu confiava-lhe a minha vida se assim fosse preciso. E sei que não iria sair arrependida. Nunca fui muito pessoa de ter melhores amigos. Ou eram amigos ou não eram. De qualquer forma, com ele fez (e continua a fazer) sentido dizer que é o meu melhor amigo. Não só por ser a pessoa em quem mais confio no mundo, mas por saber mais de mim do que qualquer outra pessoa na face da terra. Não só por isto mas também por a nossa ligação já ter uma década. Apesar de ter adormecido uns anos, voltou ainda com mais força. Ambos sabemos quando o outro não se encontra a 100%, e isso torna a nossa relação cada vez mais especial.

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Viver sem ter-te do meu lado

por *Márcia S.*, em 06.03.18

Dei por mim a pensar outro dia, no tempo que vivi sem alguém a meu lado. Alguém que está hoje a meu lado, que me conhece desde a adolescência, mas em que o contacto não era algo frequente como agora. E sim, vivi sem ele. E sobrevivi, com saudades pelo meio mas sobrevivi. Sempre fui de me apegar muito às pessoas, apesar de já ter melhorado bastante nesse aspecto. Já não me recordo quando foi que eu percebi que, sempre que eu precisei, era a mão dele que se estendia sempre que eu precisei, era a mão dele que se estendia sempre para mim. Era ele quem tinha sempre os melhores conselhos, o melhor ombro amigo e que sempre foi o melhor ouvinte. 

Dei por mim a pensar na importância dessa pessoa na minha vida. Se algum dia iria conseguir viver sem o ter a meu lado. E é lógico que eu iria continuar a viver, pelo menos exteriormente. Se perdesse tal pessoa iria sentir-me morta por dentro, como se eu já não fosse eu! Se eu conseguia viver sem o ter a meu lado? Conseguir eu conseguia, mas não era a mesma coisa!

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"Carta" a alguém que anda por aí, algures

por *Márcia S.*, em 02.11.17

Hoje senti saudades, daquilo que um dia fomos... Lembras-te? Daqueles dias que eramos apenas nós e que mais nada conseguiamos ver. Aqueles dias que nada mais existia a não sermos nós dois. Bateu aquela saudade de quando me sentia protegida, super feliz por ter alguém do meu lado. Sabes que foram raros os momentos que me senti super feliz por estar acompanhada por alguém do sexo masculino? Esta noite tive saudades de quando tinha o meu amigo comigo, quando pequenas palavras me faziam sentir, de uma forma maravilhosa, completa. Não é que hoje não esteja completa, mas falta-me algo sabes? Bem, na verdade falta sempre algo ao ser humano, não fugi dessa regra. Imaginas as saudades que tenho de ver o teu nome idiota escrito no meu telemóvel? Tenho saudades dos mometos super felizes que tivemos, lembras deles? Não, espera! Eu acho que sonhei durante demasiado tempo. Eu sempre me saí super bem a ter sorte ao azar, não passou tudo de um sonho meu, apenas meu, certo? Tudo não passou de uma fantasia criada na minha mente!? Mas, fantasia ou não, sonho ou não, eu sinto que vivi momentos únicos dos quais hoje me deu uma saudade imensa. Talvez porque, mesmo numa multidão (e talvez pela primeira vez isto me aconteceu) eu me senti realmente sozinha. Não senti medo, senti-me livre como nunca, mas não livre ao ponto de me arriscar! Podia ter arriscado, podia ter apanhado uma daquelas bebedeiras tremenda... Sabes a vontade que tinha de isso acontecer? De qualquer forma não o fiz, porque na realidade não me estavas a acompanhar, não me estavas a fazer sentir protegida como eu desejei sentir. Talvez como não desejei sentir há alguns meses. Hoje senti saudades, sim, dos bons momentos que vivemos, que imaginamos, que sonhamos... Lembras? Não, espera! Tudo não passou de um sonho meu, um sonho duradouro. Muito duradouro! Mas neste sonho foste um companheiro como nunca imaginei algum dia ter, mesmo que por meros segundos.

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Por vezes devemos dizer e repetir

por *Márcia S.*, em 28.12.16

Há amizades que valem ouro. Nem sempre tem de existir uma explicação ou algum motivo para, apenas é assim. Conto pelos dedos das mãos, e talvez até sobrem, aqueles a quem chamo de AMIGOS. É algo que demoro algum tempo a decidir, se quero ou não a pessoa na minha vida. Muitas foram as escolhas erradas que fiz ao longo dos anos no que toca a amizades, mas sei que a quem hoje chamo de "amigo/a" não é em vão. É neste aspecto que o "poucos mas bons" faz mais sentido. Muito provavelmente são as únicas pessoas que não tenho qualquer problema em me afeiçoar de mais e dar mais de mim. Mas também, por outro lado, nem sempre o consiga dizer sempre na hora certa.

Adoro todos aqueles a quem chamo de amigo/a e, sem sombra para qualquer dúvida, a amizade deles vale ouro.

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Não precisamos de muitos amigos...

por *Márcia S.*, em 18.11.15

... precisamos de bons amigos!Tantas foram as vezes que ouvi isto e muito sinceramente nunca deitei grande atenção a isso. Era algo sobre o qual não costumava pensar muito, não costumava perder muito tempo a ponderar se seria realmente verdade o que ia ouvindo dizer. Mas, na realidade e após pensar verdadeiramente no assunto, cheguei a essa mesma conclusão. De que servirá ter dezenas de amigos quando nos momentos mais importantes da vida estamos completamente sozinhos, desamparados e sem um ombro amigo a quem recorrer? Os últimos dias têm servido para a minha aprendizagem nesse sentido. Até que ponto certos conselhos que nos vão dando serão realmente verdadeiros, sentidos? Até que ponto as pessoas confiam em nós tanto quanto dizem? Até que ponto uma amizade de anos pode ser mais valiosa do que uma amizade que se criou em pouco tempo mas no fundo já vivenciou mil e uma coisas, coisas essas nunca vivenciadas em amizades de anos? Até que ponto podemos chamar de amigos a pessoas que conseguem preocupar-se mais em criticar os nossos amigos, mesmo com toda a razão? Até que ponto podemos chamar de amigos a pessoas que apenas mostram estar presentes quando o estão fisicamente?

Amigos, os BONS AMIGOS, são aqueles a quem posso ligar quando preciso e não me rejeitam, são aqueles que quando mais precisamos estão lá (sem a necessidade de os chamar), são aqueles que conseguimos chamar de irmãos (mesmo não sendo de sangue).

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