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Barreiras

por *Márcia S.*, em 17.08.15

Ao longo dos anos fui tendo de criar barreiras para me sentir mais "protegida". Muitas vezes me perguntaram o porquê de, por vezes, ser mais agressiva na forma como falo, ser tão irónica, ser sarcástica. As minhas barreiras são muitas, algumas mais notórias que outras. São a minha bolha, onde me sinto melhor.
É certo que posso correr riscos com algumas delas, mas não as escondo. Não gosto de as esconder porque quem tiver de gostar de mim, deve conhecer os meus "defeitos" a par das virtudes. Deve conhecer o meu pior  a par do meu melhor. Sim, porque apesar do gelo que anda por aí, tenho muita coisa de bom (por vezes até de mais).

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14 comentários

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De Andy Bloig a 17.08.2015 às 14:04

És o contrário de mim... tenho barreiras que ninguém sabe que existem. Sempre as soube usar de tal forma, que ninguém dá que elas existem.
Muitos dos meus amigos, não sabem aquilo que sou, mesmo por causa disso. As pessoas que conheço, acabam por nunca saber nada sobre mim. Tanto posso ser o chato arrogante, como o tipo simpático. A maioria nem se lembra que me conheceram... em menos de 6 meses. (também me esqueço da maioria das caras. Gosto mais de guardar memórias de gestos ou palavras)

Ter barreiras é engraçado, dares a perceber até onde elas podem ir, podem gerar medo e deixar-te isolada. (o que não é nada de mal) Neste mundo actual, a amizade depende dos interesses. Aquela amizade só por gostar de falar com alguém ou alguém ser parecido na maneira de ser, já deixou de existir.
Pior, quando és simpática para alguém (um homem...) ficam a pensar que te estás a oferecer ou a convidar para irem sair.
Já desisti de ser simpático para algumas raparigas, porque elas ficam a pensar que me estou a atirar a elas. Não se pode fazer nada por simpatia que acham logo que se têm objectivos escondidos.
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De *Márcia S.* a 17.08.2015 às 14:55

Que há quem faça as coisas com segundas intenções há, mas não é toda a gente assim. Só que muita gente não dá oportunidade de mostrar que não é o que estão a pensar. Eu escondo muita coisa de mim, mas porque só me interessa mostrar a quem quer ficar na minha vida (não me refiro a casos amorosos). Quanto a ficar isolada, eu não tenho medo disso, até sabe bem. Quando sinto necessidade de falar procuro as pessoas mas também me farto rápido se não conseguirem cativar-me (resultado de ter ficado muito tempo "só", custa mais a gostar da companhia de alguém).
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De Andy Bloig a 17.08.2015 às 18:31

Não será mais porque consegues deitar as barreiras das pessoas abaixo e ficas a saber, demasiado, sobre a forma da pessoa pensar?
Nessa altura, parece que as pessoas se tornam num daqueles personagens dos filmes que já sabes o que vai acontecer a seguir... E as pessoas não gostam de ver que sabes mais que elas.
Já fui mais assim do que sou. Era muito estranho estar a falar com alguém, ao cabo de 10 minutos, e já saber o que a pessoa pensava e as ideias que tinha. (Nunca fui grande companhia para encontros... ao final da primeira conversa, já antecipava as reacções e já se tinha ido aquela coisa do "será que é ela?".
Mulheres, ficam muito obtusas quando se toca nos limites que tem escondidos e um homem que faça isso é atirado fora mais depressa que um lenço na altura das constipações)
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De *Márcia S.* a 17.08.2015 às 18:56

Pode ser, em alguns casos. Outros as pessoas não me cativam, pela sua personalidade duvidosa xD. (percebemos que a pessoa não é o que diz ser).
Percebo o que dizes... Eu cá prefiro que me percebam a 50/60% o resto é mistério para ir descobrindo. (a não ser que sejam aquelas pessoas que são tão cuscas que depois de saberem o que querem desaparecem. quando percebo que querem isso é logo uma viagem de volta para trás).
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De Andy Bloig a 17.08.2015 às 22:29

Também pode funcionar.
Do meu lado, o único problema que descobri, é passarem-se décadas e ainda me lembrar daquela conversa que não acabei com uma pessoa, quando tentou passar pelas minhas barreiras mais simples e eu consegui deixá-la perdida, mesmo quando usou muito mais do que ela própria sabia que era capaz.
Mesmo que tenha acontecido há mais de 20 anos, sempre me perguntei se tivesse terminado aquela conversa e validado a suspeita que ela tinha sobre um assunto, talvez as coisas tivessem sido como deviam ser...
De resto, tudo se torna simples.
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De *Márcia S.* a 17.08.2015 às 22:52

Se aconteceu assim é porque não valia a pena, eu costumo pensar (quase) sempre assim. Nada acontece por acaso
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De Andy Bloig a 17.08.2015 às 23:26

Supostamente não... fiquei sempre na dúvida e estive na turma dela mais de 1 ano, depois disso, sem ter voltado a tocar no tema. Ela deve ter esquecido e ignorou.

Se soubesse que estava certa... o maldito se, nunca o deitei fora. Mesmo sabendo que a poderia aleijar com aquilo que sabia, era a única pessoa a quem confiaria o que ninguém mais poderia, sequer, imaginar. Ela terá lá chegado e queria confirmar que os pontos que uniu estavam certos... conseguiu apontar-me a espada num beco e escapei porque uma colega nos cortou a conversa nessa altura. Salvo por uma colega aos berros à minha procura... (quando revejo aquele momento, não dá para escolher se devia ter voltado a falar com ela ou se fiz bem em nunca voltar a tocar naquilo)

Em tanto tempo, é a única coisa que me deixou na dúvida sobre a minha maneira de ser. Ela merecia saber que estava certa... eu não a deixei saber.
É só isso que fica estranho... pode parecer uma daquelas parvoíces que se fazem mas, aquele momento ficou gravado. São escolhas que fazemos que parecem bem... ou mal, porque temos medo das consequências.

É por isso que não te deves fechar na tua casca de noz. Porque existe alguém que ta pode quebrar... sem dares por isso. Nessa altura, tanto te podem controlar como aleijar.
Quando estava aqui a ler o teu blog, pela primeira vez, tens atitudes parecidas com a maneira que ela era. Defendes-te muito, ás vezes para lá do que devias.
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De *Márcia S.* a 17.08.2015 às 23:57

É uma realidade que tenho tentado combater. Estou sempre na defensiva e acabo por esquecer de relaxar. Acaba a ser cansativo, mas andei anos a "arranjar defesas", habituei-me de tal forma a elas que se torna complicado mudar isso.
Tou a ver que andas a analisar o que escrevo. É caso pra ter cuidado
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De Andy Bloig a 18.08.2015 às 09:23

Não é analisar... foi uma das primeiras coisa que li quando vi cá espreitar. Não sei porquê, achei que era similar a alguém em quem andava a pensar.
Já és, quase, da geração seguinte. E não tens as barreiras que ela podia usar na altura que lhe dei cabo do juízo
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De *Márcia S.* a 18.08.2015 às 10:16

Está bem então.
Se é assim tão importante, tenta encontra-la de novo
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De Andy Bloig a 18.08.2015 às 12:22

Isso... é algo que não têm resposta.
Espera por 27 de Agosto que irás perceber que tive essa oportunidade há pouco tempo atrás (se te apetecer ler aquela historieta "de ficção" que tenho ali no blog)...
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De *Márcia S.* a 18.08.2015 às 12:25

Já andei a dar uma vista de olhos. Chama-lhe ficção... ;)
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De Andy Bloig a 18.08.2015 às 13:15

Só há uma pessoa que têm aquelas informações todas juntas... o resto, nunca irão ler aquilo, portanto, para quem o ler, será uma simples brincadeira de ficção (muito mal escrita).

(mesmo que, por mero incidente, como a queda de um meteorito algures ali para perto do Porto, alguma das outras personalidades envolvidas encontre o blog, só mesmo se se juntarem todos e trocarem memórias é que podem encaixar as peças nos sítios certos.(probabilidades são iguais) Por isso, é e será ficção para toda a gente que perca tempo a ler)
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De *Márcia S.* a 18.08.2015 às 13:33

Pensas tu :).
Mesmo na ficção existe sempre alguma verdade. Quem as escreve não inventa tudo... ;)

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