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Adaptação

por *Márcia S.*, em 01.09.15

Este ano, por força das circunstâncias, alarguei o leque de conhecidos. Conhecidos esses que nada têm em comum comigo (ou muito pouco) e com idades, ideias e personalidades que vão do 8 ao 80. Os primeiros tempos foram muito fáceis de gerir, todos se querem dar a conhecer e dizem mais do que seria suposto. Mas, como sempre, há alguém que não abre a boca para falar uma linha da sua vida. Outros evitam até não aguentarem os olhares e contarem tudo de mau que já lhes aconteceu.
É certo que não me identifiquei a 100% com todos, mas falando com toda a gente ia adaptando o discurso a eles. Alguns aproximaram-se e não mais saíram, a sua maioria queria alguém que os tratasse como eles queriam e sem perguntas a mais. Outros aproximaram-se quando precisaram do "ombro amigo" que é desconhecido. Muitos queria apenas que lhe dissesse o que queriam ouvir, outros apenas ouvir outro ponto de vista.
O melhor de tudo? Quando nos agradecem por algo que não nos custou nada a fazer, quando o abraço surge sem um "pedido de permissão", quando nos vêm falar ao ouvido algo que mais ninguém sabe, quando confiam em nós ao fim de alguns dias e não sabem porquê.

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