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No limiar da indecisão

por *Márcia S.*, em 12.02.18

Já fui a pessoa mais indecisa do mundo, porque não sabia o que queria da vida, porque não sabia viver da forma que estava a viver, porque não sabia o que ia encontrar na outra margem. No meio de tanta indecisão acabei a magoar-me mais uma vez. Acabei a perceber que por mais que se imagine um cenário perfeito, o nosso olhar vai sempre transmitir a realidade dos factos. E foram várias as vezes que me questionaram se estaria bem, mesmo quando sorria para não mostrar o quanto magoado estava o meu coração. No final dei por mim a chorar, pensando que mal teria feito eu para não ter reciprocidade nos meus sentimentos. E é nesse preciso momento que apesar de sentir a necessidade de ter alguém a meu lado, me entreguei de corpo e alma aos meus amigos e ao trabalho. Foi aqui a primeira vez ao fim de tanto tempo que voltei a rever-me na pessoa que (mesmo que sozinha) construi a muito custo. Aquela sem indecisões.

E o trabalho consumiu-me por completo! Eu entreguei-me por completo a esta empresa e isso foi notado por quem me observou de fora. Senti-me bem claro, não é por isso que deixei de me sentir menos completa. Pelo contrário! Foi aí que percebi finalmente o que estava a fazer a mim mesma, e a toda a minha vida principalmente a pessoal. Porque existe vida fora do trabalho e eu respirava e transpirava trabalho por todos os lados. "Onde vou eu encontrar o que me falta, quem me falta, se não dou oportunidade para que isso aconteça?"

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E as férias estão quase a chegar

por *Márcia S.*, em 22.01.18

Desde que comecei a trabalhar, sempre tirei férias em altura de frio. Outono ou inverno, mas sempre na altura em que se encontra frio e nada de se ver o sol a espreitar. Este ano não foi excepção e já reservei parte das minhas férias. Do meu sector sou a primeira a ir de férias, o cansaço já se faz sentir e vai fazer um ano que não tenho uma semana de descanso total! Sei bem que maioria dos dias não vou descansar a 100%, mas já é bom pelo menos não ter horas para levantar ou deitar, sem preocupação de que no dia seguinte tenho de ir trabalhar ou algum compromisso. São as primeiras férias do ano, que já falta mesmo pouco para começarem, e decidi não ter nada já reservado para nenhum dia e marcar apenas na hora o que me apetecer marcar. Pareceu-me bem não planear nada com muita antecedência para não me desiludir no dia e ter de se desmarcar tudo. 

Acho que ninguém consegue imaginar a felicidade com que estou de ver os dias passar e ver que as férias estão quase quase a chegar! Confesso que esta primeira semana de férias que está para chegar não foi muito pensada, porque eu queria era mesmo descansar após um verão e natal/ano novo de loucos em que trabalhei como nunca imaginei. Não as marquei com o intuito de fazer algo novo mas sim de forma a descansar para regressar ainda mais bem disposta do que comecei este ano. Falo por experiência própria que quando regresso ao trabalho após as férias volto sempre com uma boa disposição enorme. Já onde estava a trabalhar antes, quando regressava das férias, me diziam que se notava que as férias me faziam mesmo bem! E sem qualquer dúvida que me sinto mesmo bem quando regresso das férias. 

Penso que mesmo de férias acabo por fazer uma visita aos colegas, quer queira ou não apeguei-me bastante a alguns e certamente que uma semana que não estou lá dentro vai dar para sentir saudades de alguns!

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Quando o tema são viagens...

por *Márcia S.*, em 20.01.18

É verdade, o tempo está mais frio, as pessoas começam a preferir estar no quentinho das suas casas e quando no trabalho está tudo calmo aproveitamos para conversar sobre temas aleatórios. Outro dia o tema eram as viagens. Penso que fui eu que lancei até o tema num tom de desabafo quando referi que nas minhas primeiras férias ia ficar pelo Porto, mas talvez nas próximas me aventure a sair uns dias aqui da cidade, sem certezas ainda porque não gosto de viajar sozinha a não ser dentro do meu país. Já um colega dizia que, como está casado, não se via a viajar sem a mulher porque está habituado a fazer as viagens em família. Já outra colega referia que como está solteira gosta de viajar sozinha. Eu, como tenho de ser diferente, estando solteira não viajo sozinha! Ora, para me aventurar a ir para outro país sozinha tinha de estar segura de mim de que ia ter muito para ver, visitar e fazer se não ia achar tudo demasiado monótono e nunca mais iria viajar sozinha. Vai daí que, acabo por mesmo por Portugal adoptar a mesma opinião e só me atrevia a ir para fora da minha zona de conforto se levasse alguém comigo para não me sentir tão sozinha e "sem nada para fazer". 

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O lado bom de lidar com o público diariamente

por *Márcia S.*, em 16.01.18

Nem tudo é mau quando se trata de lidar com pessoas diariamente no nosso local de trabalho. No meu trabalho, se não estou em erro, temos portugueses e mais 3 nacionalidades. Torna-se bom no sentido de conhecermos um pouco de diversas culturas e partilharmos experiências e nos ajudarmos mutuamente quando atendemos clientes que não são da nossa nacionalidade. Não se trata só da língua mãe ser diferente, com o tempo vamos aprendendo que cada nacionalidade quando pede um certo produto quer que seja servido de uma certa forma (não quer dizer que seja 100% certo mas digamos que é 85%). 

Quando lidamos com todo o tipo de clientes, de todas as nacionalidades, apesar das diversidades tem os seus pontos favoráveis. Por exemplo, em questão das nossas línguas maternas serem diferentes, acabamos por aprender muito mais assim a conviver com as pessoas do que propriamente na escola. Por mim falo, eu em línguas era (e ainda sou, se bem que menos um bocadinho) um zero. Mas ao ouvir tantas vezes aquela língua no nosso dia-a-dia acabamos por fixar algum vocabulário e conseguirmos manter uma conversa, mesmo que básica, noutra língua. Falo principalmente no inglês, francês e espanhol que são as que consigo ouvir mais no meu local de trabalho. De qualquer forma, não desisto de tentar aprender, com os próprios clientes, outras línguas. Sejam elas quais forem, pelo menos o obrigada e um "olá" gosto de saber dizer na língua materna da pessoa que está a ser atendida. Chamem-lhe mania, não importa. Nem sempre estou com disposição para isto, é certo, mas quando estou não tenho qualquer problema em questionar o cliente sobre como se diz isto ou aquilo na sua língua. As vezes que se proporcionou isto, os clientes acabavam a querer ensinar mais qualquer coisa e quererem aprender também a nossa, o que sinceramente é bom... como costumo ouvir dizer... "em Roma sê romano"!

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Rotina a mais

por *Márcia S.*, em 14.01.18

Sinto que até certo ponto e falando no geral, acabamos por ter uma vida rotineira casa-trabalho e trabalho-casa. E mesmo no trabalho, falando pela minha experiência, acaba por ser um autêntica rotina, eu sei o que vou estar a fazer a tal hora, sei prever a hora a que vou sair, já quase que sei dizer minuto a minuto o que a equipa inteira vai fazer naquele dia, em quase todos os dias. Muitas vezes anulando o que queremos, o que nos apetece e nos satisfaz a 100%. Ficamos de tal forma habituado a essa rotina que nos esquecemos de outras coisas igualmente importantes na nossa vida. Os momentos fora do trabalho acabam por ser quase na sua totalidade para descansar e ignoramos tudo o resto. E, aos poucos, vamos pensando no valor de tudo, no que andamos aqui a fazer e talvez mais importante... o que queremos realmente fazer.

Este é um dos pontos que estou/vou tentar alterar ao longo deste ano. Gosto de saber sempre o que vou fazer, mas ter uma rotina fixa deixa-me de tal forma farta que terei de rever outras formas de sair dessa rotina stressante. 

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