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Como um pedaço de papel

por *Márcia S.*, em 03.03.18

Este post não retrata nenhum momento da minha vida

Um dia achamos ter encontrado um no outro a pessoa certa. Aquela pessoa que perdemos horas a sonhar durante noites. E mesmo sem certezas a gente arrisca, nós fazemos acontecer mesmo sem perceber se estamos a seguir o trilho certo. Porque resolvemos seguir em frente se naquele dia tínhamos todas as hipóteses do mundo? Tínhamos todas as cartas na mesa, podíamos ter feito a nossa melhor jogada, mas arriscamos demasiado no incerto. Eu era um pedaço de papel, como poderia resultar com um cubo de gelo?

Um dia achamos que as nossas diferenças não eram nada comparado com o que poderíamos ser. Um da achamos que éramos suficientemente maduros para irmos juntos até onde o destino nos quisesse levar. Mas qual destino, se nós fomos os primeiros a remar contra a maré? Como conseguimos seguir em frente se podíamos ter voltado atrás? Fomos a tempo de voltar atrás e que fizemos nós? Teimamos em não ver que éramos pólos opostos, teimamos em seguir em frente com algo que já estava destinado a ser destruído.

Um dia percebemos que um pedaço de papel e um cubo de gelo seria impossível de permanecerem juntos de forma intacta. Nesse dia o gelo instalou-se em nós, apoderou-se de nós de tal forma que nenhum tipo de tentativa é bem vinda. Quisemos ser o verão, mas nunca saímos do inverno. Lá no fundo, tinamos tudo para ser apenas a primavera e o outono!

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Fugir da palavra relação

por *Márcia S.*, em 14.02.18

Para quem me conhece praticamente a 100% sabe que após a minha primeira relação, ainda na adolescência, jurei a mim mesma não querer mais ninguém. E assim foi durante uns 6 anos aproximadamente. No entanto, ao fim desses anos o meu coração cedeu. E eu não me importei. Já tinha passado a fase da adolescência e achei que seria talvez uma oportunidade que me estavam a dar para ser feliz no que diz respeito ao amor. Como não podia deixar de ser arrependi-me de tal situação. De qualquer forma serviu para eu crescer um pouquinho mais enquanto pessoa. Porque no fundo o mais importante é retirarmos o lado bom de cada situação mesmo sendo mais dramática do que esperávamos. Houve quem me fizesse sorrir sem tão pouco eu pedir ajuda. E é aí que percebemos que temos pessoas maravilhosas do nosso lado!

Eu fugi anos de uma palavra que não queria que fizesse parte do meu vocabulário. Pela segunda vez ela entrou e saiu da minha vida num estalar de dedos. Mas, como disse, tenho pessoas maravilhosas na minha vida que se recusam a desistir de mim. Umas que estão aqui há anos e outras mais recentemente, mas todas elas tem um lugar bastante especial no meu coração. E é aqui que eu percebo finalmente que não quero esta palavra fora da minha vida. Porque não, porque há sempre alguém algures no mundo que nos faz querer mais. Muito mais! Há alguém, algures no mundo, que me faz querer lutar por algo a que chamamos relação. E, desta vez, eu não vou fugir da palavra relação!

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No limiar da indecisão

por *Márcia S.*, em 12.02.18

Já fui a pessoa mais indecisa do mundo, porque não sabia o que queria da vida, porque não sabia viver da forma que estava a viver, porque não sabia o que ia encontrar na outra margem. No meio de tanta indecisão acabei a magoar-me mais uma vez. Acabei a perceber que por mais que se imagine um cenário perfeito, o nosso olhar vai sempre transmitir a realidade dos factos. E foram várias as vezes que me questionaram se estaria bem, mesmo quando sorria para não mostrar o quanto magoado estava o meu coração. No final dei por mim a chorar, pensando que mal teria feito eu para não ter reciprocidade nos meus sentimentos. E é nesse preciso momento que apesar de sentir a necessidade de ter alguém a meu lado, me entreguei de corpo e alma aos meus amigos e ao trabalho. Foi aqui a primeira vez ao fim de tanto tempo que voltei a rever-me na pessoa que (mesmo que sozinha) construi a muito custo. Aquela sem indecisões.

E o trabalho consumiu-me por completo! Eu entreguei-me por completo a esta empresa e isso foi notado por quem me observou de fora. Senti-me bem claro, não é por isso que deixei de me sentir menos completa. Pelo contrário! Foi aí que percebi finalmente o que estava a fazer a mim mesma, e a toda a minha vida principalmente a pessoal. Porque existe vida fora do trabalho e eu respirava e transpirava trabalho por todos os lados. "Onde vou eu encontrar o que me falta, quem me falta, se não dou oportunidade para que isso aconteça?"

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Amar leva o seu tempo

por *Márcia S.*, em 10.02.18

Ficas com a certeza de que aquela pessoa não é a certa quando a ouves dizer vezes sem conta que não acredita no amor, que não é capaz de amar, que não quer amar. Que é contra o amor. E mesmo que, por momentos imagines uma vida com ela, tudo se desmorona em segundos. Porque não consegues fazer nada para que olhe para ti e veja o mesmo que tu. Ou será que consegues? E por momentos até ficas com dúvidas se irás conseguir que te olhe da mesma forma que também olhas. E o mais provável é conseguires, mesmo que não tenha coragem de te admitir... o mais provável é teres conseguido tal proeza! 

Após algumas divergências apercebes-te que toda a tua vida deste voltas sempre em torno do mesmo lugar e voltavas sempre ao mesmo. E aí cai a ficha e pensas que, apesar do esforço não saíste do mesmo lugar. E, se aquela pessoa não voltasse a fazer o desvio do que tinha como certo onde estariam agora? E ambos nos perdemos por caminhos menos claros, sem muito por onde escolher. Apesar da fase da negação ser duradoura, existe sempre o momento que uma das partes vai "fraquejar" e se torna mais vulnerável a que o amor consiga descobrir o caminho de unir ambos os corações. 

Nem sempre o que dizemos corresponde a 100% a essa realidade, até porque... Amar leva o seu tempo!

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Com os danos vamos crescendo

por *Márcia S.*, em 02.02.18

Sou daquelas pessoas que detesto falhar. Pode não estar tudo perfeito, mas não pode estar errado. Culpo-me demasiado quando as coisas não são como desejei, como idealizei ou sonhei. Mesmo sem ter culpa, fico com um aperto enorme no coração por as coisas não darem certo como seria suposto. Ou será que não seria suposto darem certo? É sempre a dúvida com que fico quando não corre como esperava e tenho alguma crítica, seja ela qual for. Disseram-me, certo dia, que dava demasiado de mim ás pessoas e por isso me desiludia tanto, por isso sofria tanto por algo não "dar certo". Penso que interiorizei isso demasiado, pois após me ter libertado do que me fazia não me mostrar ás pessoas voltei a fechar portas que tinha aberto a muito custo. Para "não me dar demasiado ás pessoas", porque no fundo acreditei ser isso que me fazia sair magoada das situações, porque no fundo (e mais uma vez) me culpei de tudo. Estava tudo a ficar desorientado, mesmo me sentindo livre e feliz. Faltava-me algo, algo que me completasse e foram várias as vezes que falei a amigas como me sentia, o quanto sentia falta do meu coração estar tranquilo e o seguir por onde ele quisesse ir. Mas logo em seguida me culpava, porque a culpa era minha por estar nessa situação, porque se tudo o que esperei não se prolongou era porque eu "dei demasiado de mim". Tinha/tenho 1001 sonhos para realizar, uns que luto todos os dias por eles, outros ainda não descobri a formula secreta para conseguir lutar por eles. No meio de tantos sonhos arranjava tempo para sentir que algo me faltava. Mas, de certa forma, cansei de tentar, cansei de procurar algo que não sabia se existia. Por qualquer motivo, estava reticente a tudo isso por algo que me teriam dito de boa vontade e eu interpretei como sendo algo mau que eu tinha em mim. 

Mas, nem sempre conseguimos levar essas nossas manias para a frente e foi com esses pequenos grandes erros que tomamos ao longo da vida que vamos crescendo em vários aspectos. Durou pouco tempo culpar-me do que realmente não tenho culpa, porque houve um alguém que não desistiu de me abrir os olhos para a realidade. Que não desistiu de me fazer ver que eu não tenho culpa das coisas não darem certo, que não tenho culpa que o destino me troque as voltas. E se assim não tinha de ser, quem sou eu para reclamar? Segui a minha vida, e esse alguém continuou sempre a meu lado, sem desistir de me fazer ver a verdade do que me rodeava. 

Houve alguém que me foi fazendo sorrir diariamente só porque sim, e por mais que eu quisesse ser fria, não mostrar sentimentos ou que não tinha coração não conseguia. Houve alguém que soube concertar o que, num passado, me destruíram. Houve alguém que quis segurar-me quando eu menos esperava que existisse alguém a meu lado. E esse alguém foi o melhor acaso que o destino decidiu cruzar na minha vida, porque ao fim de anos me sinto completa!

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