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Descobri que...

por *Márcia S.*, em 28.05.16

Após 3 anos de um enorme esforço para me mudar exterior e interiormente (principalmente interiormente) percebi que ainda dói, que ainda magoa. Ainda magoa reviver o meu passado, reviver o que passei. Por mais forte que queira ser e transparecer é difícil de esconder e transparecer. É difícil de esconder que isto ainda me magoa e que, de uma ou outra forma, consegue pelo menos tentar influenciar o meu presente. É inevitável falar do meu passado, um dia ou outro, com uma pessoa ou outra, seja lá porque motivo for. Fiquei estupefacta em perceber que mesmo depois de já ter falado sobre o assunto (em publico) algumas vezes, ter ficado mais fraca novamente. Ainda dói abrir algumas gavetas do passado e revelar certos pontos dele. Nem sempre me custou tanto abordar o assunto como da última vez. Não sabia que, a certo momento, isto me podia acontecer... voltar a doer quase tanto como no primeiro dia em que falei do assunto. Com muito menos revolta, mas doloroso. Doloroso ao ponto de me deixar chorar em publico e dar por mim a pensar no porquê de o estar a fazer se já tinha passado tanto tempo. Dei por mim a questionar-me do porquê de ainda magoar tanto, de ainda doer tanto e se será sempre assim, se vai continuar a magoar e a doer para sempre.

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Não somos donos de nada

por *Márcia S.*, em 27.05.16

Por vezes temos que dar espaço, e receber também, para percebermos se realmente gostamos, se sentimos falta. Por vezes precisamos de dar asas, para que possam voar e voltar se assim quiserem. Não sufocar, não prender em demasia. Deixar acontecer, deixar voar... ser livre.

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É tudo uma questão de amor

por *Márcia S.*, em 27.05.16

Já passei por aquela fase em que me anulava e amava mais os amigos, a família... os falsos amigos. Apesar de no fundo, bem lá no fundo, saber que de amigos pouco tinham eu amava-os. Todos me acrescentavam algo, fosse bom ou mau mas todos me acrescentavam algo novo. Nunca  foi bom para mim ser assim, por fora sorria e por dentro transbordava de infelicidade. Mas nada me fazia mudar, amar-me primeiro a mim e só depois aos outros. Nada parecia correr mal, aos olhos de terceiros. Era uma miúda feliz, diferente mas feliz... sorria sempre para um elogio ou uma critica, não tinha queixas a fazer e tudo parecia um mar de rosas, um jardim florido... aos olhos de quem me observava. Não era visível o sofrimento que estava por trás de cada palavra amiga, as lágrimas que engolia por trás de um sorriso, as noites mal dormidas por me querer tornar uma pessoa melhor. Uma pessoa melhor para mim mesma, porque só me matava aos poucos enquanto tornava vivos todos os que me rodeavam. Uma pessoa melhor... sonhei tanto e tanto com isso. Uma pessoa melhor, capaz de se amar, de amar os outros e ser feliz com os seus sonhos. Uma pessoa melhor, capaz de lutar e vencer. Uma pessoa melhor, capaz de ajudar depois de se ter ajudado a si mesma. Uma pessoa melhor, apenas isso... uma pessoa melhor!

"Num mundo cruel, os bons são sempre os maus da fita", repeti isto tantas vezes para mim mesma de cada vez que me sentia pisada por alguém. De cada vez que, após um acto de bondade, recebia ingratidão e maus actos, más palavras. Eu sabia o que tinha de fazer, sabia mas nada fazia. "Completamente masoquista!", pensei eu tantas vezes sem tão pouco fazer o esforço por mudar. Mas mudei. Hoje prefiro ser a má da fita, mas transbordar de felicidade... mesmo que a vida tente mostrar-me mil e um caminhos infelizes, eu batalho por transbordar... felicidade!

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Não esperar, não iludir

por *Márcia S.*, em 22.05.16

Penso estar a viver das melhores fases que podia ter, interiormente. Não que a vida se tenha tornado um mar de rosas, mas sim porque estar em paz comigo mesma me fez chegar a conclusões que talvez estavam escondidas por aí. Não tenho a necessidade de ser igual aos restantes 99% de jovens da minha idade, não tenho necessidade de fazer o mesmo para me sentir bem comigo mesma, não tenho necessidade de contar ao mundo todos os passos que dou como tantos outros. O que faço diz-me respeito a mim e não tem de ser partilhado só porque a grande massa o faz. Não ter receio de assumir o que sou, mas sem necessidade de gritar ao mundo que sou assim e que até gosto de o ser. Não ter medo de dizer que gosto, mas sem ter de dar nas vistas a quem gosta de saber demasiado. Não ter medo de saber que o mais importante da minha vida sou eu, mas não ser egoísta ao ponto de não me preocupar com mais nada além de mim.

Cada vez mais aprendo que não tenho de esperar por nada, por ninguém. É quando menos espero que algo de bom, ou até mesmo mau, pode aparecer por aí... algures. Não esperar que o que eu acho seja mesmo o que é certo. Não me iludir talvez seja o que mais fiz nos últimos meses e sem qualquer dúvida, das melhores aprendizagens que tive.

No final, é tudo muito mais simples.

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Valorização pessoal

por *Márcia S.*, em 19.05.16

Custa-me a crer que existem mulheres, e mesmo homens pois serve para ambos os lados, que gostem de mendigar amor. Quase todos acabamos por passar por aquela fase do "tentar mais uma vez", mesmo sabendo que não há nada que se pode fazer para que resulta mais uma e outra vez. Custa-me a acreditar que existe quem gosta de viver numa relação de mentiras onde a cada segundo que passa é visível que não existe amor, pelo menos correspondido. Relações onde nem sempre é visível do lado de fora que aquele casal não se ama de verdade, mas há sempre sinais. Sinais que quem está por dentro da relação nota que não é a mesma coisa. Não é amor mútuo e não vale a pena tentar mais um milhão de vezes que algo resulte. O que pode fazer uma pessoa mendigar tanto o amor de outra se sabe que nada vai mudar? Comodismo? Falta de amor próprio? Falta de valorização pessoal? É nestes casos que quase acredito que o amor cega as pessoas de tal forma que nem conseguem ter a noção de que uma relação não tem de durar para sempre. E como é tanto tempo o para sempre! Se não resulta, o que faz com que uma mulher, ou um homem, rastejem atrás de alguém só para não o "perder"? Se chegamos ao ponto de mendigar o amor de alguém, esse alguém já está perdido e muito provavelmente não vai voltar.

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