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Ser um "coração grande"

por *Márcia S.*, em 06.09.15

Recentemente disseram-me que eu tinha um coração grande. Tudo porque sabiam que estava num dia "não falem comigo" e não neguei ajuda a quem me pediu. Era um dia que estava sem vontade de conversar, sem vontade para ajudar ninguém e muito menos ouvir. Mas, quando me pedem ajuda, o desespero da pessoa era mais preocupante do que o meu problema. Desde que consigo abstrair-me dos meus problemas diários que consigo estar mais perto de quem precise de "apoio". Já fui mais "um grande coração"... Não me importo de ser vista como "o ombro amigo" do pessoal todo mas, até que ponto não se torna prejudicial para mim? As pessoas que menos confio, são muitas vezes as que me contam os seus problemas, não partilhando as preocupações com amizades mais "fortes" (segundo a teoria deles). A certa altura, tornei-me o ombro amigo de toda a gente, a pessoa com quem choram, com quem desabafam e se estabilizam emocionalmente. A certa altura comecei a ser a pessoa que ouve, não interrompe e "aconselha" sem pedir nada em troca. Sem segundos interesses e muito menos para dizer que sei o que outros não sabem. Chegou a uma altura que eu era a psicóloga de serviço para amigos, colegas e quem mais precisasse. A certa altura, tive consciência de que não me importava de mandar os meus problemas dar uma curva e escutar quem precisa de ser escutado. Falar sem hipocrisias, ser sincera mas certeira no que vou dizendo. O melhor disto tudo? Não me importo de ter "um grande coração", porque a sensação de dever cumprido é tão mas tão boa que sabe bem ver as pessoas sorrir no final de uma conversa que teria tudo para ser deprimente. E, afinal de contas, não me prejudica em nada ajudar e ainda me sinto melhor comigo mesma!

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