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Vergonha de nós

por *Márcia S.*, em 01.09.15

Quem nunca? Tive momentos que me apetecia andar tapada dos pés até à cabeça só para que ninguém me visse. Era mais fácil ninguém ver o que eu não gostava, mas tinha de mostrar. Passei por aquela fase de ter tanta vergonha que me odiava. Não me conseguia olhar ao espelho, não conseguia olhar ninguém nos olhos. Fragilidades e mais fragilidades, fantasmas e acreditar no que diziam os outros. Anulei-me, perdi-me, odiei-me, desejei tudo de mau.

Não sei como se deu o clique na minha cabeça, mas deu. Quando, o ano passado, a minha vida começou a dar a volta de 180 graus estava decidida a alterar todos os pensamentos negativos sobre mim. Não sabia como, muito menos porquê. Alguma coisa me puxou para um espelho. O terror do espelho. A primeira vez que olhava A SÉRIO para a minha cara. Não aguentei as lágrimas e tive de parar o desafio ao fim de alguns segundos (o porquê fica para mais tarde).
Mais tarde, no mesmo dia, (não sou de desistir assim tão rápido) voltei ao desafio. Passei de poucos segundos a pequenos minutos. As coisas começaram a fazer sentido na minha cabeça. Tudo fazia sentido agora. Os porquês, a vergonha de mim, tudo.

Passei a fase de odiar-me a amar-me mais e mais a cada dia que passa. Não sou egocêntrica, nada disso. Mas precisava tanto de me concentrar só em mim, de deixar o mundo para trás que... fiquei a adorar a sensação de gostar de mim.

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O meu dia perfeito...

por *Márcia S.*, em 01.09.15

Tinha de ter pelo menos 30 horas. Tenho tanto que quero mesmo fazer que apenas 24horas não chegam para tudo.

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As minhas vitórias

por *Márcia S.*, em 01.09.15

Adoro desafios por isso mesmo, todos os dias gosto de me desafiar a mim mesma. Seja no meu exercício diário, na minha alimentação, na convivência com as pessoas, na vida em geral. Não partilho aqui todas elas porque nem sempre existe essa necessidade. Mas já foram tantas e tantas que me fazem a cada dia mais feliz. Não só por ir partilhando com quem as merece saber, mas também por me superar a mim mesma (pela positiva).

 

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Adaptação

por *Márcia S.*, em 01.09.15

Este ano, por força das circunstâncias, alarguei o leque de conhecidos. Conhecidos esses que nada têm em comum comigo (ou muito pouco) e com idades, ideias e personalidades que vão do 8 ao 80. Os primeiros tempos foram muito fáceis de gerir, todos se querem dar a conhecer e dizem mais do que seria suposto. Mas, como sempre, há alguém que não abre a boca para falar uma linha da sua vida. Outros evitam até não aguentarem os olhares e contarem tudo de mau que já lhes aconteceu.
É certo que não me identifiquei a 100% com todos, mas falando com toda a gente ia adaptando o discurso a eles. Alguns aproximaram-se e não mais saíram, a sua maioria queria alguém que os tratasse como eles queriam e sem perguntas a mais. Outros aproximaram-se quando precisaram do "ombro amigo" que é desconhecido. Muitos queria apenas que lhe dissesse o que queriam ouvir, outros apenas ouvir outro ponto de vista.
O melhor de tudo? Quando nos agradecem por algo que não nos custou nada a fazer, quando o abraço surge sem um "pedido de permissão", quando nos vêm falar ao ouvido algo que mais ninguém sabe, quando confiam em nós ao fim de alguns dias e não sabem porquê.

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