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O tempo passa

por *Márcia S.*, em 27.08.15

Há dias que nem damos pelo tempo passar. Passa tão rápido que parece fugir quando o tentamos agarrar. Parece que foi ontem a última vez que disse a alguma pessoa que a amava mas, quando fui ver passou tanto tempo que já não me reconheço nessas palavras. O "amo-te" quase se tornou um tabu para mim. Houve uma altura que jurei a mim mesma nunca mais dizer essa palavra tão... inocente? ousada? Não sei.
Não sei se tive medo do seu significado. Quase sempre fui de instintos e nunca disse um "amo-te" para alguém, sem o sentir realmente.

Parece que foi ontem que acordei e caiu por terra o pensamento de "felizes para sempre". Até quando é válido "para sempre"? Amanhã? Até morrer? Até deixar de existir sentimento? Também não sei. O tempo passou e nem dei conta.

Parece que foi ontem que me despedi de alguém e disse "até amanhã". Mas o amanhã nunca mais chegou. E o tempo passou, as pessoas mudaram, as saudades vieram e desapareceram. E agora? Voltamos ao inicio? Fingimos que nada existiu?

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Os mimos que a maioria gosta

por *Márcia S.*, em 27.08.15

Habituei-me a resolver os meus problemas sozinha, sem a ajuda de ninguém. Fraquejei e não pedi o carinho de ninguém nessas alturas mais frágeis. Por isso é estranho, para mim, quando alguém vê que estou num dia mau e me vem abraçar. Não estou habituada a receber carinho nessas situações e tornou-se estranho.
Não tenho problema em dar e receber, mas há dias que posso "encolher-me".

Aqui há dias estava eu a passar por uma pessoa, que se tornou amiga, e essa pessoa abraçou-me. Eu fiquei sem reacção porque não percebi o porquê o do abraço. Até que me disse que admirava a minha coragem. Ficou explicada a sua boa acção.

Não nego que adoro mimos, mas também não nego que tenho os meus dias de "não me toquem".

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O meu silêncio não é esquecimento

por *Márcia S.*, em 27.08.15

Por vezes "desapareço" uns dias da vida das pessoas. O facto de não falar com elas não significa que me esqueci, pelo contrário. Tem dias que preciso de me manter calada para perceber melhor a importância que as pessoas vão tendo na minha vida e eu na delas.

(A saudade é tramada)

 

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Não tenho tempo para me sentir sozinha

por *Márcia S.*, em 27.08.15

Sou muito eu e o meu mundo, o meu mundo e eu. Quando preciso de falar, sei com quem posso ir ter e essas pessoas são uma minoria. São pessoas que confio de olhos fechados, colocava as mãos no fogo por elas e, se assim fosse necessário, daria a vida por elas sem pensar duas vezes. (são pessoas que estiveram presentes nos momentos mais difíceis e claro que partilharam também a minha felicidade).

Procuro muita coisa, e outras tantas espero que voltem sem que lhes diga nada, uma delas é a felicidade. A busca pelas pequenas coisas ocupa-me demasiado tempo que não me deixa ter tempo para me sentir só.
Quando aconteceu, porque as fragilidades também existem, as melhores pessoas que tenho na vida chegaram perto sem que lhes tivesse pedido algo.

Não tenho tempo para me sentir sozinha porque a minha vida ocupa-me o tempo todo que tenho.

 

 

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Ser "caladinha"

por *Márcia S.*, em 27.08.15

Não percebo qual é o problema de certas pessoas em eu ser "caladinha". Para ser sincera começo a ficar farta de "não falas?", "está tudo bem?" vinte vezes seguidas, "não opinas?". Ora bem, o gato não me comeu a língua pelo que só falo quando me apetecer! Se eu estiver mal, nenhuma dessas pessoas provavelmente vai notar porque não misturo os assuntos pessoais com os outros e mesmo que esteja no fundo do poço vão sempre ver um sorriso. Quando eu quiser dar a opinião eu dou, se quiserem saber perguntem.
Fico cansada que reparem sempre no mesmo, e não vou mudar isso só porque não estão habituados que alguém seja "caladinho".
Um dos mais recentes que me disseram foi "deves ser uma maluca, quanto mais calados piores". Eu ri-me, para não ser arrogante com a pessoa. Afinal de contas também tenho direito a ser "maluca" quando me apetecer.
Existem dias que não me apetece estar a "analisar comportamentos", não estou para aí virada e já espero o que se vai passar nesse dia. Aí converso mais. Quando essa mudança existe a conversa muda de figura e já existem mais "epá tens de ser mais vezes assim", "estás a revelar-te", "olha que és mais divertida do que parece".
Não forço nada, muito menos vou forçar-me ou deixar que me mudem só porque me acham mais divertida de outra forma. Uma das pessoas que, ao que parece, me acha mais divertida quando estou mais faladora quando precisa de alguém para ouvir os seus lamentos vem ter aqui comigo. No final ainda diz "achas normal? o que faço?", mas quem sou eu para dizer a alguém o que fazer com a sua vida?

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