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Sou tão estranha!

por *Márcia S.*, em 20.08.15

Sou tão estranha que até me irrito a mim mesma. Acabo por ser o oposto de quase todos os da minha idade. Pior que isso? Acho completamente normal e adoro a minha diferença (não sou mesmo normal ). Prefiro falar com pessoas que a maioria torce o nariz, acho normal (porque até que entendo) os comportamentos de algumas pessoas que a maioria acha surreais. Não gosto das coisas que o pessoal adora, não aprecio a maioria das coisas que as miúdas adoram e sinto-me estranha se tiver de falar delas. Há assuntos que não domino de todo porque não sou assim tão "culta" nesses temas, mas que arranjo maneira de os abordar e algumas pessoas ficam a pensar que eu sou alguma nerd que sei de tudo (enganam-se, eu acabo por divagar completamente, por vezes digo a mesma coisa de 1001 formas diferente e com palavras distintas e elas nem se apercebem ou fazem-se de burras). Gosto de coisas que a maioria diz que são chatas (por exemplo ler, a maioria acha uma coisa demasiado chata), dou preferência a estar em casa do que ir sair só porque sim. Gosto de sair quando me apetece, quando preciso e quando estou para aí virada. Dou preferência a ir ao cinema ou conversar com alguém do que ir fazer uma noitada (até porque detesto noitadas, julguem-me à vontade). Não aguento ver ninguém a sofrer por algo que alguém lhe fez, mesmo que se trate de um "inimigo" meu. Ninguém me entende quando o digo porque, supostamente, se é um inimigo até devia ficar contente por a pessoa ficar mal. No dia que ficar contente com a tristeza dos outros, mesmo que seja um inimigo, vou sentir remorsos até ao fim da vida. É claro que por vezes penso "anda lá que agora vez o que é bom para a tosse", mas o que é de mais enjoa.

 

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E eu que me aguente!

por *Márcia S.*, em 20.08.15

Ontem puxei demasiado no exercício, também por aumentar o temo devido a querer atingir o meu objectivo pessoal que já devia ter acontecido, mas não estou muito preocupada. As dores musculares estão ao rubro e já não me lembrava muito delas. Hoje, ao contrário de ontem, deixei o exercício para de tarde. Vamos lá ver como corre.

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"Gosto de ti"

por *Márcia S.*, em 20.08.15

Nunca senti problemas em dizer a alguém "eu gosto de ti". Tenho tanto de directa como de misteriosa e por vezes, quando não existe uma amizade minimamente sólida, prefiro que a pessoa veja por ela mesma a realidade. Já fui consumida pela vergonha de falar e ficar sem reacção quando do lado de lá respondem "eu também", também porque levo comigo o "não" sempre como garantido. Deixei assuntos por resolver no passado, amores e desamores, que hoje sei nunca valerem a pena mas gostava de ter corrido mais atrás. Mas se há coisa que não gosto é de correr atrás, feita cachorra abandonada, quando sei que vou bater de cabeça. Podia ter procurado mais, podia ter insistido, podia ter pedido mais 1001 desculpas em vão, podia dar mais 1001 justificações, podia ter-me feito à estrada e esperar que ele aparecesse. Mas não o fiz. Fui atrás enquanto me senti capaz, enquanto senti que podia de alguma forma refazer tudo do zero, enquanto ainda havia algo que me fazia sorrir e sentir borboletas na barriga, enquanto a raiva não se apoderava de mim, enquanto não existia mais ninguém no caminho. Ou talvez existisse, coisas de sexto sentido. Por mais que eu ame, não rastejo por ninguém, não corro sem ter o mínimo de esperança, sabendo que não me vou meter entre ninguém.
Passei meses a sonhar com o impossível, a acordar e a pesar na pessoa e voltava a dormir. Voltava a dormir porque não queria chegar ao ponto de odiar uma pessoa que me fez tanto bem (mal também, mas a falta de experiência assim o ditou). Não sou de me deixar ficar e, erradamente, magoava quando me sentia magoada, para que sentisse o que estava a fazer. Consigo ser um coração de gelo mas é muito fácil de o derreter, mas uma vez magoado a minha razão fala mais alto.
Deixei passar o tempo, guardando todas as recordações que tinha, com a expectativa que tudo fosse passar. No fundo sabia que não e os meus olhos assim o viram. Apesar de já o saber não deixou de ser uma facada.

Mudei tanto desde então que por vezes não me reconheço! A menina de há 5 anos morreu completamente. É mais fácil tocarem-me lá no fundo, mas conquistar não. A menina que queria tudo, agora não quer nada nem ninguém.

Dizem que solteiros somos infelizes. Desde já digo que sou tão ou mais feliz do que estando com alguém. Não sei o dia de amanhã, pelo que não direi "nunca" (quanto mais depressa digo, mais depressa acontece), mas enquanto dura eu quero ser feliz assim, sem problemas e justificações a dar e a pedir.

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Lembro-me como se fosse hoje

por *Márcia S.*, em 20.08.15

Lembro-me de ter escrito esta publicação aqui no blog. Lembro-me de as lágrimas ainda caírem enquanto escrevia e nem fazia ideia que ia ser um "destaque do sapo" (até porque nunca escrevi aqui com o intuito de ser destacada, mas de partilhar parte da minha vida. A outra não, porque não sou obrigada!). Nessa altura chorava quando falava no assunto e somente sozinha. Já controlava a emoção a falar com as outras pessoas, apesar de evitar falar no assunto durante muito tempo. Este foi o tema que destapei com desconhecidos e que decidi usar para avaliar a reacção das pessoas.
Hoje falo abertamente sobre o tema, não deito uma única lágrima esteja sozinha ou com pessoas. Só nunca o testei com um certo tipo de pessoas (psicólogos), aí não prometo nada até porque sabem bem chegar onde querem. Hoje consigo responder a tudo, abordar o tema  a "nu" de forma tranquila e sem complexos.
completamente Durante muito tempo foi tabu. Foi o medo de ser julgada, o medo de chorar, o medo de fraquejar, foi o medo no geral. Já passou, o assunto encerrou e sem dúvida alguma que não mexe comigo (no sentido de saber suportar e não sofrer no caso de voltar a acontecer).
O que as pessoas mais mostraram admiração, quando ouviram parte da história, foi o tempo que tudo durou, o tempo que eu aguentei sem "pedir ajuda" ou "fazer queixa" como me disseram. Uma pessoa, mais experiente no assunto, perguntou-me se eu percebi o que perdi todos aqueles anos. Obviamente que soube responder, e só aí terminou a conversa (provavelmente transmiti com a minha resposta o que ela queria saber), com uma palavra. Mas isso é tema para outro dia.

A minha VIDA voltou ao normal, felizmente.

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